quarta-feira, 5 de junho de 2013

COMPORTAMENTO E CONDUTA



COMPORTAMENTO – UMA VISÃO PSICOLÓGICA
Segundo Todorov (1989 apud GOSCH e VANDENBERGHE, 2004), O termo comportamento tem sido utilizado em Psicologia para designar as interações organismo-ambiente. Pode-se definir o comportamento como o conjunto de procedimentos ou reações do indivíduo ao ambiente que o cerca em determinadas circunstâncias. Podendo ser um grupo de atividades ou limitar-se a uma só, o comportamento singular.  O termo tem sua origem em 1908 com Henri Piéron na França e em 1913 com John B. Watson nos Estados Unidos associado a redefinição do objecto de estudo da psicologia, isto é, se ela estudaria apenas as ações observáveis do ser humano e dos animais ou também os sentimentos e pensamentos.
A corrente da psicologia que se ocupou diretamente com o comportamento como um processo fisiológico foi o Behaviorismo ou Comportamentalismo. Outras correntes como a Cognitivista têm o seu objeto na absorção de informações e vêem novamente o comportamento separado das atividades internas do indivíduo. O comportamento é a exteriorização de atos interior. O comportamento humano, considerado a partir da ação dos componentes e constituintes psíquicos, é a conduta dos indivíduos, que se estende num imenso território de possibilidades e variações. Toda atitude e comportamento humano, sem diferenciar entre certo e errado, normal e anormal, tem sido instrumento de interesse e de análise desde os filósofos gregos, época em que tiveram início esses estudos.
Na Análise do Comportamento, essa interação é de interdependência. Não faz sentido falar de comportamento sem mencionar as circunstâncias em que ele ocorre; como não tem sentido falar em circunstâncias sem a especificação do comportamento que circunstanciam. Segundo Todorov (1989 apud GOSCH e VANDENBERGHE, 2004), a partir dessa compreensão, a Análise do Comportamento utiliza a noção de contingência e de relação funcional para descrever as leis que regem as interações organismo-ambiente. Uma questão discutida por analistas do comportamento é o nível da interação organismo ambiente relevante para a análise. Na proposta original de Skinner, a uma ciência do comportamento cabe o estudo de relações do organismo como um todo, com eventos que lhe são externos. Há também questões relacionadas ao comportamento que são pertinentes como: o que pode ser chamado de estímulo antecedente? Como definir resposta? Todorov (1989 apud GOSCH E VANDENBERGHE, 2004).
A Análise Aplicada do Comportamento caracteriza-se pela intervenção nas contingências do ambiente natural onde o problema ocorre. Essa intervenção pode ser direta, quando o analista tem controle sobre as contingências relevantes, como no caso de pacientes internados, ou indireto, por exemplo, através do treino de pais ou outros responsáveis que podem colaborar como mediadores do programa de intervenção. Essa modificação das contingências do cotidiano do cliente distingue a Análise Aplicada do Comportamento das abordagens psicoterápicas que se limitam basicamente ao que aconteça no consultório. Kohlenberg, Bolling, Kanter e Parker (2002 apud TOURINHO, 2003).
Em relação aos diversos tipos de comportamento, existem os considerados normais e psicopatológicos. Certos comportamentos como mentir e matar aula, podem ser observados no curso do desenvolvimento normal de crianças e adolescentes. Para diferenciar normalidade de psicopatologia, é importante verificar se esses comportamentos ocorrem esporadicamente e de modo isolado ou se constituem síndromes, representando um desvio do padrão de comportamento esperado para pessoas da mesma idade e sexo em determinada cultura.

CONDUTA: uma visão geral

A forma como os homens se comportam na sua vida e nas suas ações, pode ser definida como conduta. De certa forma conduta é um termo usado como sinônimo de comportamento. Conceituando de uma maneira generalizada, conduta refere-se às ações das pessoas em relação ao seu contexto sócio-cultural. Pode-se dizer que a conduta é o conjunto de comportamentos observáveis numa pessoa.
No campo da psicologia, o conceito se aplica relativamente a animais dotados de um sistema cognitivo suficientemente complexo. Nas ciências sociais, por outro lado, a conduta inclui aspectos genéticos, culturais, sociológicos e econômicos, para além dos aspectos psicológicos.
É válido ressaltar que a conduta humana é considerada formal quando o comportamento do sujeito respeita uma série de regras valiosas numa sociedade ou comunidade. Para os países ocidentais, a conduta formal requer seriedade, pontualidade, determinação e precisão, por exemplo.
Segundo autores relatam, as experiências psicológicas e as condutas sociais das pessoas estão relacionadas, de maneira recíproca, com os processos biológicos que permitiram avanços importantes no campo da Psicologia da saúde nos últimos vinte e cinco anos, estimulando inovações no seu delineamento e a implementação de programas de promoção para a saúde. A compreensão dessas condutas requer considerar que os jovens e a sociedade sempre viveram conflitos associados a condutas desviantes. Nestes episódios, freqüentemente curtos e passageiros, que tem lugar o despertar de uma consciência social e moral, ainda pouco organizada. Considerar que um jovem apresenta condutas anti-sociais e delitivas é fazer referência ao seu comportamento transgressor como uma tendência generalizada desta fase evolutiva à quebra de normas.
Jéssica Etapechusck
Vera Lúcia Agostini
Acadêmicas do curso de Psicologia da FAMA (Faculdade da Amazônia) – Vilhena/RO

Referências Bibliográficas
TOURINHO, Emmanuel Z. A produção de Conhecimento em Psicologia: a análise do comportamento. Psicol. cienc. prof. v.23 n.2 Brasília jun. 2003. Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1414-98932003000200006&script=sci_arttex>t
GOSCH, Cristiane S.; VANDENBERGHE, Luc. Análise do comportamento e a relação terapeuta-criança no tratamento de um padrão desafiador-agressivo.  Rev. bras. ter. comport. cogn. vol.6 no.2 São Paulo dez. 2004. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1517-55452004000200004&script=sci_arttext>
OFFORD, David R.; BORDIN, Isabel A.S. Transtorno da Conduta e Comportamento anti-social. Portal Educação – Cursos Online. Disponível em: <http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/6433/transtorno-da-conduta-e-comportamento-anti-social#ixzz2SFSbS9W7>
FORMIGA, Nilton S. Condutas anti-sociais e delitivas e relações familiares em duas áreas urbanas na  cidade de Palmas-TO. Aletheia  n.22 Canoas dez. 2005. Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1413-03942005000200006&script=sci_arttext>
CASTRO, Elisa K. Psicologia pediátrica: a atenção à criança e ao adolescente com problemas de saúde. Psicol. cienc. prof. v.27 n.3 Brasília set. 2007. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1414-98932007000300003&script=sci_arttext

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O que é PSICOLOGIA CLÍNICA?

 
          Dentre as áreas da ciência psicológica o fazer mais conhecido pelo senso comum é a psicologia clínica, muitos ainda associam a imagem do psicólogo somente ao modelo tradicional de terapeuta, clínico, aquele que escuta e faz pontuações. Portanto, alguns conceitos são pertinentes à prática clinica, bem como à escuta, a subjetividade, o sofrimento psíquico, aceitação incondicional, o comportamento.
A clínica em psicologia é um espaço criado para atender o outro em sua singularidade, ouvi-lo, orientá-lo, apontar caminhos a fim de proporcionar alívio emocional, autoconhecimento, ajustamento criativo, etc. O psicólogo é esse profissional mediador que propicia o encontro do sujeito consigo mesmo a partir da fala.
A partir dos estudos, é possível dizer o que é a psicologia clínica, o que ela abrange e como faz o seu trabalho. No entanto, sabe-se muito pouco sobre aquilo que ela não é; assim torna-se um assunto mais delicado tendo em vista o grande número de posturas metodológicas frente ao objeto de estudo que se encontra em interminável oposição.
É oportuno esclarecer que toda a amplitude do fazer clínica está direcionada a atender às diversas demandas, bem como crianças, adolescentes, adultos, idosos, visando ajudar na recuperação do sujeito em sofrimento psíquico, na reestruturação de seu bem estar biopsicossocial e, sobretudo, na promoção da saúde.

Origens da Psicologia Clínica

A história da psicologia clínica remonta desde o final do século XIX, o termo psicologia clínica foi usado pela primeira vez pelo americano Lightner Witmer. Ele fundou a primeira clínica de psicologia na Universidade da Pensilvânia nos Estados Unidos em que eram tratadas algumas crianças com queixas escolares.
Para MOREIRA (2007) a clínica psicológica tem suas raízes no modelo médico, no qual, ou seja, cabe ao profissional observar e compreender para, posteriormente, intervir, isto é, remediar, tratar, curar. Tratava-se, portanto, de uma prática higienista. Dessa maneira, a clínica psicológica esteve, por um bom tempo, distante das questões sociais.
De acordo com TEIXEIRA (2007) de início a clínica psicológica caracterizou-se por um sistema de atenção voltada ao indivíduo, esse atendimento esteve vinculado ao modelo médico, sobretudo na década de 30 com a evolução do psicodiagnóstico. Segundo o autor a concepção clássica de psicologia clínica afirma ser esta uma disciplina que tem como preocupação o ajustamento psicológico do indivíduo e como princípios o psicodiagnóstico, a terapia individual ou grupal exercida de forma autônoma em consultório particular sob o enfoque intra-individual com ênfase nos processos psicológicos e centrado numa relação dual na qual o indivíduo é percebido como alguém a-histórico e abstrato.
Nessa época existia uma preocupação em caracterizar o sujeito, uma espécie de rotulação, o que era necessário apontar algum tipo de patologia no individuo. Nesse sentido, aspectos como a história de vida, a escuta qualificada e outras técnicas não eram levadas em consideração.

O que é Psicologia Clínica?

A psicologia clínica é a parte da psicologia que se ocupa em estudar transtornos mentais e suas manifestações psíquicas. Essa área inclui (prevenção, promoção, psicoterapia, aconselhamento, avaliação, diagnóstico, encaminhamentos, dentre outros).
"Entendemos que a psicologia clínica se distingue das demais áreas psicológicas muito mais por uma maneira de pensar e atuar, do que pelos problemas que trata. O comportamento, a personalidade, as normas de ação e seus desvios, as relações interpessoais, os processos grupais, evolutivos e de aprendizagem, são objeto de estudo não só de muitos campos da psicologia como também das ciências humanas em geral" (MACEDO, 1984, p.8).
A psicologia clínica deve considerar-se uma atividade prática e em simultâneo, um conjunto de teorias e métodos. Pode ser definida como a sub-disciplina da psicologia que tem como objetivo o estudo, a avaliação, o diagnóstico, a ajuda e o tratamento do sofrimento psíquico, qualquer que seja a causa subjacente (BRITO, 2008).
Habitualmente, o que diferencia a psicologia clínica das outras áreas de atuação do psicólogo, é, sobretudo, por ser uma prática que consiste numa observação individual e singular: a escuta clínica. É um o espaço em que o paciente\cliente se apoia para expressar seus conflitos, medos, inquietações e sofrimentos a fim de buscar alívio emocional.

Clínica Atual

A configuração contemporânea trouxe um lugar para a Psicologia Clínica, um lugar em que o psicólogo se coloca numa postura de escuta do excluído, daquele que não tem um direcionamento efetivo e que procura o auxílio desse profissional.
A psicoterapia constitui-se em uma técnica moderna, em que o desvelamento se dá ao modo do desafio. Então, o eu do homem também é tomado como um recurso a ser explorado, no sentido de tornar-se produtivo, bem-sucedido, feliz para sempre. Neste aspecto, a psicoterapia pauta-se numa perspectiva positivista, romântica, subjetivista, que consiste na organização de técnicas e estratégias cujos resultados visam à produtividade, à adequação com a exigência da publicidade, do impessoal, ao desenvolvimento no sentido do socialmente aprovável. A psicoterapia, deste modo, pauta-se na extração dos recursos de que o homem dispõe para atingir o sucesso socialmente determinado como tal, e é estruturada como utilidade prática (FEIJOO, 2004, p.12).
O que se define como psicologia clínica na atualidade está vinculada a sua história e surgimento, porém, com algumas especificidades. No que tange à compreensão dos problemas do homem, do seu bem-estar, busca-se uma não patologização, pautando-se em um acolhimento e escuta ativos para bem ajudar o outro que se encontra em sofrimento psíquico através de um processo psicoterapêutico.
As psicoterapias foram criadas para todos os indivíduos que sofrem de algum distúrbio ou mal-estar que desejam corrigir, entretanto, estas também visam o aprimoramento pessoal e autoconhecimento, ainda que não sofram de distúrbios manifestos (RAMADAM,1987).

O Psicólogo Clínico

Sabe-se que a psicologia clínica é uma especialidade da ciência psicológica, esse profissional está habilitado para realizar atendimentos ou psicoterapias, ficando livre para o psicólogo optar por uma abordagem teórica que irá embasar e nortear a sua prática.
De acordo com Marques (1994) a identidade do psicólogo clínico, define-se pelo domínio de teorias, métodos compatíveis entre si, cujo objetivo é tentar atingir a “verdade” psicológica do sujeito observado para se poder direta ou indiretamente encetar um processo de intervenção.
O psicólogo clínico está apto a realizar atendimentos com diversas demandas e faixas etárias, bem como atendimentos voltados à crianças, adolescentes, adultos, idosos, famílias. Assim, os seguintes atendimentos podem acontecer tanto a nível individual quanto grupal, como o objetivo de auxiliar os sujeitos a se conhecerem melhor e a lidar de forma mais assertiva com seus conflitos e tomada de decisões.
O principal do trabalho desse profissional é esclarecer aquilo que caracteriza o ser psicológico. Nesse ponto, é necessário ter um bom embasamento teórico-clínico que confira sentido ao que é observado, bem como um conjunto de métodos estratégicos para bem conduzir o processo terapêutico e ajudar na resolução dos problemas.

Considerações Finais

As discussões empreendidas nesse artigo, baseadas na análise bibliográfica acerca do que se configura a psicologia clínica, dão subsídios para o entendimento da origem dessa área de conhecimento, bem como traça um caminho para sua construção e reconhecimento social, explicita a configuração da clínica atual e o fazer do psicólogo clinico. Nesse aspecto, esse conhecimento demonstra grande relevância tendo em vista que a clínica é o primeiro grande reconhecimento que respalda a profissão de psicólogo, logo, esse saber necessita ainda de uma disseminação mais aprofundada para então prestar esclarecimentos e desmistificar assuntos pertinentes a essa área que cada vez mais se amplia e ganha notável importância na sociedade. Portanto, esse trabalho objetiva contribuir para a construção da pirâmide que embasa o conhecimento sobre a psicologia e suas especificidades.


Fonte: http://artigos.psicologado.com/atuacao/psicologia-clinica/o-que-e-psicologia-clinica#ixzz2Q6EIj5PT
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Continuar a Relação por Pena faz Mal para Você e Tambem para Seu Par.

 
                        A advogada mineira Juliana*, de 28 anos, namorava um colega de faculdade há três anos quando percebeu que a paixão havia acabado. A vontade de curtir com as amigas era cada vez maior e o grude do namorado, antes bem-vindo, passou a ser sufocante. "Parecia que a gente era um só: ele usava o meu e-mail para mandar e receber os artigos que precisava e ainda ia para a minha casa no fim de semana para estudar porque, lógico, estava tudo salvo no meu computador". Ela estava decidida a terminar, mas havia um problema.

O namorado estava prestes a enfrentar uma banca difícil para a apresentação do trabalho final da graduação. "Ele estava quase surtando de medo", conta a advogada. "E, como os arquivos dele estavam salvos na minha máquina, essa parte prática também me assustava: como é que eu ia deixar o menino sem namorada, sem e-mail e sem computador?", perguntava-se. Juliana resolveu segurar a onda. "Monografia apresentada, achei que seria mais fácil, que ele perceberia que o namoro era morno", diz. Mas isso não aconteceu. Depois da formatura vieram uma prova de mestrado, duas trocas de emprego "E eu esperando o momento certo", conta Juliana. Até que, após dez meses de adiamento, ela terminou tudo quando faltavam três semanas para ele fazer a segunda prova de mestrado ?na primeira, ele não havia passado. Pode parecer cruel, mas a atitude de Juliana é, em muitos casos, a mais aconselhada pelos especialistas. "Em um relacionamento por pena, você fica sem vontade e não oferece ao outro o carinho que ele merece. O resultado a médio prazo é mais dolorido", afirma Ailton Amélio, psicólogo da USP e autor de um blog sobre relacionamentos no UOL.
O psicólogo da PUC-SP Antônio Carlos Pereira lembra que a dor é tão parte do namoro quanto o prazer. Para ele, tudo bem esperar o momento crítico passar e adiar um pouco um término. Um pouco. "A pessoa pode até pensar: ?não vou estragar a festa'. Mas depois da festa tem que falar", diz. Ele ressalta que, para fazer o outro feliz, é preciso pensar também na própria satisfação. "Se o namoro não está bom, é ruim para você e para o parceiro".
Para dar certo no final É natural não querer fazer mal a alguém de quem se gosta ?a paixão acabou mas aquela pessoa não deixa de ser querida ou não merece consideração. "Um mínimo de respeito, compaixão e preocupação é importante. Afinal, aquela relação durou até ali", diz Rosa Macedo, psicóloga da PUC-SP. A questão é encontrar a melhor maneira de terminar um relacionamento que se mantém por dó ou por simples cuidado com quem você já amou. A estudante de direito Laura*, de 22 anos, precisou viajar para conseguir terminar com um colega que namorava há um ano e dois meses. Ela arrastou o relacionamento por sete meses, porque sempre que tentava se afastar, o "ex" entrava em desespero. "Em uma das vezes, ele ameaçou se jogar do carro. Na outra, começou a bater a cabeça na parede", conta.
Quando precisou ficar duas semanas afastada e praticamente incomunicável, a estudante tomou coragem. O namorado chorou muito, mas finalmente procurou ajuda psicológica. Hoje, os dois estão em outros relacionamentos. "Adiar nem sempre é bom para o parceiro. Muita gente não termina e acaba empatando a vida da outra pessoa", diz Ailton Amélio.
A estratégia da estudante de psicologia Flávia*, de 25 anos, foi dar ao namorado sinais de que a relação não ia bem. "Comecei a ficar mais calada e a reduzir o tempo que ficávamos juntos. Por exemplo, ele vinha passar o fim de semana na minha casa e eu tirava o sábado para visitar uma amiga", relata. A estudante decidiu segurar o relacionamento porque, quando foi terminar o namoro de quase dois anos, ficou sabendo que o irmão do namorado havia sido preso. "Não quis deixá-lo sozinho, eu sabia que ele contava com meu apoio. A família dele era muito desestruturada", conta. A ideia dela era ficar ao lado do namorado até que a situação do irmão se resolvesse. Cinco meses depois, porém, nada havia mudado e ela havia chegado ao limite. Resolveu terminar. "Foi horrível. Ele ameaçou se matar", conta. Flávia voltou atrás na hora mas, na manhã seguinte, confirmou o rompimento.O namorado foi embora transtornado, porém não cumpriu a ameaça que havia feito. "Em algumas situações, há um pouco de manipulação do parceiro", afirma Antônio Carlos. "Que relacionamento é esse que o namorado ameaça suicídio em caso de rompimento?", questiona. Para Ailton Amélio, o drama do término também pode ser um pouco de fantasia de quem quer por um ponto final na relação. "As pessoas exageram no que se imagina que vai ser o sofrimento do outro", diz.
Às vezes, é bom esperar Para aqueles que se deparam com o sofrimento do parceiro pela perda de um ente querido, por exemplo, é recomendável esperar. "É preciso dar um tempo antes do rompimento, para a pessoa digerir um pouco o que aconteceu", diz Antônio Carlos. O cuidado aqui é não deixar esse período se estender demais. Após alguns meses, a pessoa já estará pronta para lidar com o término. "Só que tem que ser feito de forma pensada, não pode ser impulsivo", diz o psicólogo. De acordo com ele, o momento certo é quando o parceiro se mostra capaz de conversar sobre outros assuntos que não aquela perda. "Vai ser dolorido? Sem dúvida. Mas é melhor ser sincero do que alimentar uma ilusão", afirma Antônio Carlos. "O outro sobrevive, às vezes, até melhor. O sofrimento faz parte do aprendizado", completa. O "ex" de Juliana, do início da matéria, passou na segunda prova do mestrado. "Hoje, ele é bem sucedido e noivo de outra menina. Ou seja, não causei nenhum dano irreparável como eu imaginava na época", diz a advogada. * Os sobrenomes não foram revelados a pedido das entrevistadas.


Fonte: http://noticias.psicologado.com/comportamento/continuar-uma-relacao-por-pena-faz-mal-para-voce-e-tambem-para-seu-par#ixzz2Q6CFHGJO
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quarta-feira, 3 de abril de 2013

BREVE DOCUMENTARIO SOBRE FREUD "O PAI DA PSICANALISE"


video sobre ALIENAÇÃO PARENTAL


Carl Jung


 

Carl Gustav Jung nasceu em 1875, na Suíça. Religiosa, sua família influenciou bastante na psicologia que seria desenvolvida pelo psicólogo, e também levando Carl a procurar leituras sobre filosofia e religião desde cedo.

Entrou na universidade de Medicina e já nesse tempo começou a se interessar pelos fenômenos psíquicos. Foi em 1900 que Jung passou a ser interno na Clínica Psiquiátrica Bugholzli, localizada em Zurique.

Quatro anos depois, já tinha montado um laboratório experimental, onde surgiu o seu famoso teste para o diagnóstico psiquiátrico de associação de palavras, reestruturado e usado por inúmeros profissionais.

A partir daí, Jung foi criando uma boa reputação no meio, exemplo disso foi o convite para a cátedra de professor de psiquiatria na Universidade de Zurique, em 1905.

E é exatamente nessa época que se inicia o contato entre Jung e Freud. Ambos dividiam idéias e objetivos, de tal forma que se tornou inevitável a aproximação e relação de colaboração que os dois passaram a estabelecer.

Porém, a colaboração dos dois chegou ao fim, com Jung de um lado, sem aceitar potente influência que Freud atribuía aos traumas sexuais e Freud, por outro lado, sem admitir os fenômenos espirituais - usados por Jung - como fontes de estudo.

E assim cada um seguiu seu caminho. Jung destacou-se no uso das técnicas de estudos de desenhos e sonhos, ou seja, o estudo do inconsciente humano.

Seus estudos viraram livro, "A Psicologia do Inconsciente", publicado em 1917. Tendo publicado dezenas de outros estudos e trabalhos, Jung escreveu, aos 80 anos, um livro de memórias, aclamado pela crítica especializada.

O pai da psicologia analítica morreu em 1961, em Zurique, mas o seu legado permanece até hoje, influenciando campos do conhecimento como antropologia, sociologia e, claro, a psicologia.

o que é NARCISISMO ?



COM BASES NAS RESSONÂNCIAS DESSE TERMO, FREUD DESENVOLVEU UM DOS CONCEITOS MAIS IMPORTANTES DE SUA TEORIA.

Muitas vezes a palavra “narcisismo” é utilizada no senso comum de maneira pejorativa, para designar um excesso de apreço por si mesmo. Para a psicanálise, trata se de um aspecto fundamental para a constituição do sujeito. Um tanto de amor por si é necessário para confirmar e sustentar a autoestima, mas o exagero é sinal de fixação numa identificação vivida na infância. 

 

A ilusão infantil de que o mundo gira ao nosso redor é decisiva nessa fase, mas para o desenvolvimento saudável é necessário que se dissipe, conforme deparamos com frustrações e descobrimos que não ser o centro do universo tem suas vantagens. Afinal, ser “tudo” para alguém (como acreditamos, ainda bem pequenos, ser para nossa mãe) é um fardo pesado demais para qualquer pessoa. Alguns, no entanto, se iludem com o fascínio do papel e passam sua vida almejando o modelo inatingível de perfeição. 

 

Diz o mito grego que Narciso era uma criança tão linda e admirada que sua mãe, Liríope, preocupada com esse excesso, levou-o até o sábio Tirésias. Ele lhe disse que o menino só teria uma vida longa se jamais visse a própria imagem. Por muito tempo essas palavras pareceram destituídas de sentido, mas os acontecimentos que se desenrolaram mostraram seu acerto. Na adolescência, Narciso era um jovem belíssimo, mas muito soberbo. Ao passear certo dia pelo campo, a jovem Eco o viu e se apaixonou por ele, mas o rapaz a repeliu. Um dia, cansado, Narciso dirigiu-se a uma fonte de águas límpidas. Eis então que a profecia se realiza: ao ver-se refletido no espelho das águas, enlouqueceu de amor pelo próprio reflexo. Embevecido, não tinha olhos nem ouvidos para mais nada: não comia ou dormia. Em vão, Eco suplicava seu olhar. Mas Narciso só olhava para si. Apaixonado, ensimesmado, busca para aplacar sua dor um outro que, sendo ele mesmo, não lhe responde. Realiza-se, então, seu destino: mergulha no espelho e desaparece no encontro impossível.

 

Sem a possibilidade de reconhecimento do que é a própria imagem e do que é o outro, o corpo de Narciso tornou-se pura miragem e desfez-se nas águas... E Eco, que só a Narciso perseguia, só por ele clamava, só nele vivia, petrificou-se e perdeu o poder de sua própria palavra. Narciso não cria laços; não partilha seu encanto. Perde-se na imagem de si. Eco também se perde e, no desencontro, entrega-se à repetição compulsiva, sem poder se separar da miragem idealizada. 

 

Com base nas ressonâncias desse mito, Freud desenvolverá um dos conceitos mais importantes de sua teoria – o narcisismo. Mencionado pela primeira vez em seus escritos em 1909, é apresentado como uma fase própria do desenvolvimento humano, quando se realiza a passagem do autoerotismo, do prazer centrado no próprio corpo, para o reconhecimento e a busca do amor em outros objetos – diferentes de si. Passagem importante e cheia de inquietações já que implica a saída da gratificação por aquilo que é efeito apenas da própria imagem – “Narciso só reconhece o que é espelho” – para a realização de uma das conquistas mais importantes da cultura: a possibilidade de viver, aceitar e trabalhar com a alteridade e, portanto, com as diferenças. 

 

Freud aborda explicitamente esse conceito – efeito do confronto vivido por ele mesmo ao deparar com argumentos de Adler e Jung, que questionavam suas teorias acerca do lugar ocupado pela sexualidade na constituição da subjetividade e na compreensão das patologias. A legitimidade do conceito justificou-se a partir da experiência freudiana com a clínica, naquilo que reconheceu como resistência dos pacientes em abandonar suas posições amorosas, nas manifestações da onipotência infantil e do pensamento mágico, nas doenças orgânicas e na hipocondria – quando toda a libido se volta para o corpo doente – e nos delírios de grandeza das psicoses. Em O mal-estar na civilização, de 1930, Freud diz que um dos grandes obstáculos do homem em sua busca pela felicidade, e que lhe traz maiores dificuldades, é o sofrimento resultante das relações humanas, pois elas nos colocam em confronto com aquilo que, não sendo espelho, nos solicita novos posicionamentos. 

 

Toda criança, ao nascer, é banhada por vários olhares e desejos. Quando se contemplar no espelho, não verá o simples reflexo físico de uma imagem, mas tudo o que esses olhares depositaram no seu corpo. É um momento fulgurante de “sua majestade, o bebê!”. Júbilo para a criança e para os pais, que vêem renascer das cinzas sua própria imagem idealizada e todos os seus anseios irrealizados. Instante de narcisismo primário – constitutivo e alienante. O bebê será um herói, vencerá todos os perigos; trata-se de um momento necessário, mas cheio de riscos. Se não ocorre, a imagem de si pode não se constituir, pode se fragilizar, parecendo insuficiente. Se for excessivo, torna-se aprisionante, comprometendo o futuro, a possibilidade de construção de projetos e os ideais. 

 

Se tudo correr bem, a criança se desligará desse olhar primordial e escapará do destino fatal de Narciso – embeber-se, afogado, na tentativa de perpetuar o encontro com a imagem que as águas lhe devolviam. Os desdobramentos do narcisismo são de fundamental importância para a análise do mundo em que vivemos. A valorização da imagem e do sucesso a qualquer custo reduz a tolerância das mínimas divergências – o que Freud chamou de narcisismo das pequenas diferenças – e acirra os conflitos, seja nas pequenas discordâncias do cotidiano ou nos grandes conflitos bélicos. Se o outro não me satisfaz, se não é espelho daquilo que almejo, se tenta opor se às minhas vontades e ameaça minha autoestima, eu o aniquilo. O terreno é propício para preconceitos, fanatismos e violência. 

 

A tragédia vivida por Narciso não nos abandona. Deixa sempre restos que nos fazem seguir pela vida tentando reencontrar o olhar mágico que nos enlevava e nos dizia tudo que éramos. Busca incessante de certezas, de entrega passiva às ilusões...

quarta-feira, 20 de março de 2013

breve resumo ALIENAÇÃO PARENTAL

 

                                  

                 A alienação parental é mais comum do que muita gente imagina, e acontece normalmente quando o pai ou a mãe, já separados, incitam o filho ao ódio do outro.
 



 
No meio disso, é entendido como alienação dificultar o contato da criança com o outro genitor, omitir informações relevantes sobre ela e, claro, realizar aquela famosa campanha de desqualificação do ex.

“A alienação parental é uma forma de abuso emocional, que pode causar distúrbios psicológicos capazes de afetar a criança pelo resto da vida, como depressão crônica, transtornos de identidade, sentimento incontrolável de culpa, comportamento hostil e dupla personalidade”, explica o deputado federal Régis de Oliveira (PSC-SP).
É dele o projeto de Lei 4053/08, que regulamenta a síndrome de alienação parental e estabelece punições para essa conduta, que vão de advertência e multa até a perda da guarda da criança. Com a lei, pais e mães que mentem, caluniam e tramam, com o objetivo de afastar o filho do ex-parceiro, serão penalizados. “Até agora não existia legislação para amparar as vítimas de alienação parental. Acredito que, com o projeto, quem programar o filho a odiar ficará constrangido e acuado”, avalia.
A prática desses atos, segundo a proposta do deputado, fere o direito fundamental da criança ao convívio familiar saudável, constitui abuso moral e representa o descumprimento dos deveres inerentes ao poder familiar.
De acordo com o projeto de Régis, após a denúncia de alienação parental, a Justiça determinará que uma equipe multidisciplinar, formada por educadores, psicólogos, familiares, testemunhas e a própria criança ou adolescentes, seja ouvida. O laudo deverá terá de ser entregue em até 90 dias e, se comprovada, a pena máxima será a perda da guarda. O juiz pode ainda alterar o regime de visitas e até suspender o poder familiar.

 

“Hoje o código civil disciplina a proteção aos filhos de forma genérica. A proposta é criar instrumentos legais normativos para que o juiz possa tratar desse tipo de lesão”, explica Régis. A ideia de encabeçar o projeto veio depois que associações de pais e o próprio Instituto Brasileiro de Direito de Família lhe apresentou a proposta inicial, no ano passado. “Isso significa que ele nasceu da real necessidade das pessoas”.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Influencia do forró



 

As psicólogas Karine Suelanne Silva de Lima, Natália Nobre e Darliana Torres apresentaram no dia 28 de setembro, na casa de Antonio Conselheiro, na 20ª edição do Papo Cultural o artigo: “A influência do forró na formação da identidade e sexualidade dos adolescentes do sertão central”, publicado na primeira edição da Revista Expressão Católica, da Faculdade Católica Rainha do Sertão- Quixadá-CE, onde as recém graduadas concluíram o curso de psicologia.

Inicialmente Neto Camorim, que estava coordenando o evento, fez uma breve apresentação das convidadas e logo em seguida cada uma teve 15 minutos para falar sobre a realização da pesquisa que resultou no artigo apresentado.

Segundo as psicólogas, a grande maioria dos adolescentes entrevistados não associa a letra das musicas de forró da atualidade como algo que desvalorize ou descaracterize o seu corpo.

Principalmente o sexo feminino, foco maior do trabalho, não faz essa associação. “É como se o que a música apresenta na sua letra fosse algo desconectado de sua vida. A maioria não faz nenhuma reflexão sobre a importância da sexualidade e da identidade. É encarado mais coma uma diversão no grupo. Poucos fazem uma autocrítica da mensagem que as músicas transmitem”. Destacou Karine Suelanne.

Para Darliana Torres e Natália Nobre que fizeram os comentários das entrevistas realizadas durante a elaboração do artigo, a maioria dos adolescentes tem pouco conhecimento sobre sexualidade. Associam apenas ao ato sexual. Algo lamentável, frisaram as psicólogas.

Após a exposição do tema, o público presente constituído, na maioria por alunos de ensino médio do Liceu de Quixeramobim, e alguns professores, fizeram comentários e questionamentos sobre a importância desse tema. “Assunto como esse deveria ser discutido nas escolas e nas famílias, pois muito contribuiria na formação dos jovens e adolescentes a receberem formação adequada sobre sexualidade e como a música pode contribuir para se fazer uma reflexão sobre o tema”. Ressaltou a professora Maria do Carmo Enéas (Kaká).

Concluído o debate, Neto Camorim agradeceu as convidadas pela disponibilidade em participar do Papo cultural e falou da possibilidade delas ampliarem o estudo do tema e venderem a idéia para as escolas dos municípios do sertão central. Destacou também que seria importante aprofundar a pesquisa que foi feita, numa tentativa de um trabalho de mestrado, quem sabe. O assunto é pertinente.

Ao final, entregou a cada uma das convidadas uma menção honrosa ofertada pela ONG. Iphanaq pela participação na 20ª edição do projeto Papo Cultural.

O projeto Papo Cultural é uma conversa com personalidades que contribuem com seu trabalho, seus conhecimentos e seus saberes diversos, para a difusão do patrimônio histórico e desenvolvimento cultural de nosso município.


pensamento


tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo.

Daltonismo



  

DALTONISMO



  
INTRODUÇÃO
       Durante séculos, os problemas relacionados com visão das cores não encontraram mais que soluções e interpretações puramente empíricas. Em 1801 o físico inglês THOMAS YOUNG, formulou em termos de hipótese a primeira explicação científica para a sensibilidade do olho humano a cores. Cerca de cinquenta anos mais tarde, HERMANN VON HELMHOLTZ, físico e fisiologista alemão, converteu a hipótese em teoria.
        Segundo a teoria de YOUNG- HELMHOLTZ, a retina possui três espécies de células sensíveis, (os cones), cada uma delas seria responsável pela percepção de uma dada região do espectro luminoso, essas regiões seriam o vermelho o verde e o azul. Estas seriam as cores primarias, que por combinações originariam todos os outros tons cromáticos. Embora a teoria YOUNG- HELMHOLTZ tenha sido contestada ela se ajusta ainda hoje aos fenômenos observados.
        Os estímulos imediatos da percepção visual são os feixes luminosos que depois de passarem pela pupila, incidem na retina. É ali que a energia luminosa se converte em sinais elétricos, responsáveis pela atividade neural. Os impulso neurais são então encaminhados ao cérebro, que os interpreta e classifica.

O QUE É DALTONISMO
        É um transtorno hereditário de herança recessiva ligada ao sexo. Pois os homens carregam um X e um Y, enquanto as mulheres carregam dois X. Geneticamente o sexo e determinado pelo fato da pessoa apresentar XX (mulher) ou XY (homem). A mãe transmite para seus filhos o X, enquanto o pai pode transmitir mais um X (formando menina XX) ou um Y (formando menino XY).
        A herança mais clássica para o daltonismo esta ligada ao cromossomo sexual X. O cromossomo é responsável por transmitir as características hereditárias de todos nós. Se uma mulher recebe cromossomo X com traços para o daltonismo de seu pai ou de sua mãe, ela não terá a doença, pois seu outro cromossomo compensara o defeito. Nesse caso ela é chamada de portadora, pois ela tem o gene alterado porem a doença não se manifesta, mas pode transmitir esse gene para seus filhos. Os homens, que tem um cromossomo X a mais para compensar o defeituoso, terão a doença quando receberem o X alterado. Para que a mulher tenha daltonismo, seus dois cromossomos X têm que estar afetados, ou seja, o pai tem que ser daltônico, e a mãe portadora ou daltônica.
        Daltonismo herdado pode ser congênito (desde o nascimento), pode começar na infância ou vida adulta pelo uso de drogas, como cloroquina, álcool etílico e metílico, aplicação de laser argônio e ate pelo uso de Viagra, que dura alguns minutos ou então com grande freqüência vai piorando gradativamente. Dependendo da mutação, o daltonismo pode ser estacionário (permanece o mesmo por toda a vida) ou progressivo. Daltonismo progressivo envolve deterioração da retina e outras partes do olho, e pode atingir a cegueira.

TIPOS DE DALTONISMO
        A maioria dos daltônicos não consegue distinguir entre tons de vermelho e verde quando a pouca luz; alguns não distinguem o azul do amarelo. Nestes dois casos, o tipo é chamado de dicromático, porque tem dois tipos de cones em vez de três. Um grupo muito pequeno apresenta uma condição chamada monocromatismo, ou seja, elas enxergam somente em preto e branco. Existem também os tricomáticos, que são os mais comuns, possuem três tipos de cone, mas percebem os tons das cores alterados. Tem defeitos similares aos dicromático, mas num grau inferior, mais atenuado. As pessoas com visão normal são capazes de combinar as cores do espectro através da mistura das três cores. Os cones dos daltônicos não existem em numero suficiente o apresentam alguma alteração, impedindo o individuo de diferenciar as cores nas diversas tonalidades.
        Partindo-se do principio de que a percepção das cores esta diretamente ligada aos tipos de receptores encontrados na retina, podemos ver como isto se diferencia na natureza. O homem de forma geral tem três tipos: verde azul e o vermelho, o que lhe permite identificar do vermelho ao violeta. Há insetos, aves, repteis e peixes que tem receptores para a luz ultravioleta, o que os habilita a enxergar coisas para nos invisíveis. Gatos e cachorros são daltônicos, só percebem o verde e o azul. Essa característica é um passaporte para a vida noturna, que prioriza a forma e não a cor.

TRATAMENTO OU CURA
        Não existe cura para o daltonismo, pois a mesma é crônica, mas não costuma ser traumático para a maioria das pessoas. Há, porém, uma empresa americana fabricando lentes que permitiriam a distinção de cores pelos daltônicos. Elas seriam seletivas quanto a passagem de luz, bloqueando o necessário para corrigir defeitos da visão. Os tais óculos custam cerca deUS$ 700,00. Mas alguns estudiosos ainda encaram a iniciativa com reservas alegando que não há estudos científicos que reconhecidamente indiquem o método.

VIDA PROFISSIONAL
        O individuo não poderá, por exemplo, pilotar uma aeronave, ser maquinista, trabalhar com navegação marítima por que as cores são essenciais para estas profissões. Porém isso não chega a ser um problema na hora de conseguir emprego na maioria das profissões.




CONCLUSÃO
        Entorno de 8% dos homens, e apenas 0,5% das mulheres, tem alguma forma de daltonismo. A razão da incidência maior em homens é que eles possuem somente um cromossomo X.  Já as mulheres possuem dois cromossomos X, e se um desses for normal ela não exibira a mutação que ocasiona o daltonismo.
        Outras causas do daltonismo incluem dano ao cérebro ou retina. Daltonismo também pode se apresentar no espectro de doença degenerativa do olho.
        JOHN DALTON, físico e químico inglês nascido em Cumberland, em 1766, criador da teoria atômica, estudou nele próprio a doença que acabou conhecida como daltonismo.

o eu e a identidade


JÉSSICA ETAPECHUSK

O EU E A IDENTIDADE



INTRODUÇAO
A escola é uma das instituições responsáveis pela formação dos indivíduos e sua existência fundamenta-se, sobretudo na necessidade de transmitir as gerações mais novas conhecimentos, crenças e valores, abrindo-lhe possibilidades para novas realizações. Embora ela não seja o único espaço que atua significativamente na formação da identidade, não há duvidas que a escola é o espaço por excelência onde o individuo teria possibilidade de vivenciar de modo intencional e sistemático formas construtivas de interação social, adquirindo saberes éticos que lhe propiciem as condições para o exercício da cidadania.
A formação de indivíduos críticos e participativos, que se constitui em um dos objetivos primordiais de uma educação transformadora, passa pela formação de uma consciência moral que capacite o indivíduo interagir com base no respeito mutuo e no reconhecimento do outro como um ser sócia, com direitos e deveres, passa pela formação de uma consciência moral capaz de incorporar, criticar e transformar as normas implícitas em seu grupo social e cultural.
A ação de um indivíduo no mundo e determinada por uma infinidade de componentes da natureza física, psicológica, cultural e social. As transformações que o individuo sofre ao longo de seu desenvolvimento não são resultantes de agentes de natureza sociocultural, pois esses não atuam no vazio, mas interagem com condições relativas ao homem como ser corpóreo e psíquico. A formação de saberes éticos se da em um espaço onde se cruzam em uma interação dinâmica e impossível de ser fragmentados na realidade concreta, aspectos de crescimento e desenvolvimento, que possuem certa universalidade, e aspectos culturais, tais como classe social, gênero, etnia, que possuem especificidade contextual. A construção da identidade cultura, que em si são inseparáveis, se dá, assim, na interdependência e na interpenetração das múltiplas realidades que constituem o homem em seu percurso histórico.

ESTAGIOS DO DESENVOLVIMENTO DA IDENTIDADE DO EU
As pesquisas no âmbito da psicologia do desenvolvimento elegem como foco o pólo a subjetividade e buscam entender como se da esse processo no sujeito cognocente, afetivo e moral. Isso não significa, entretanto, que ignoram ou subestimam a importância do meio sociocultural. Eliminar o pólo das influencias externas seria negar o seu próprio pressuposto fundamental, isto é o que o individuo se desenvolve em interação dinâmica com seu ambiente. Da mesma forma, os estudos culturais ao privilegiar como foco de investigação aspectos de natureza sociocultural, não podem negar que a  ação do homem no mundo é a ação de um ser total: corpóreo-espiritual. Na construção de sua identidade, em que a subjetividade se transforma através de um processo de amadurecimento, também participam, como produto da interação dinâmica com o meio sociocultural, transformações relacionadas com a maturação física. Toda a critica que pertence eliminar um dos pólos da relação é sectária e não apreende o processo em todo o seu significado.
 A reflexão sobre o conceito de desenvolvimento moral associado a um conceito mais amplo de Identidade do Eu e realizada por Habermas. Para ele, “O desenvolvimento da personalidade, o qual por sua vez, é decisivo para a identidade do Eu”. O desenvolvimento moral é, assim, visualizado sob os três aspectos: capacidade de conhecimento, linguagem e ação. A reflexão que visualiza o desenvolvimento moral é inserido no processo de construção da identidade, a nosso ver, integra as dimensões sociocognitiva, motivacionais e culturais presentes nas ações morais.
Para Habermas, o conceito de identidade não tem apenas um caráter descritivo. Embora esse conceito tenha relação com o desenvolvimento de processos biopsíquicos, a identidade do Eu não é uma organização resultante de processos naturais de amadurecimento, estando fortemente vinculada a condicionamentos culturais e sociais Identidade do Eu indica uma organização simbólica do Eu, que faz parte dos processos formativos em geral e que possibilita o alcance de soluções adequadas para os problemas de interação sócia, existentes nas diferentes culturas. Para Habermas esse conceito “indica de um sujeito capaz de linguagem e de ação para enfrentar determinadas exigências de consciência”. Significa a continuidade do Eu no tempo e no espaço, a capacidade dessa ser interpretada reflexivamente pelo agente, sob a perspectiva de sua historia pessoal. Habermas destaca, nesse processo a dimensão da linguagem, isto é, da interação linguisticamente mediada, pois é através da linguagem que de revela de forma inteligível a compreensão de si.
A formação da identidade do Eu se da por mecanismos de aprendizagem, através dos quais, na relação dialética do organismo com o meio, estruturas externas se transformam em internas.
A formação de uma identidade do Eu supõe valorações que se inserem em uma compreensão se si que envolve uma apropriação de sua historia pessoal, vista então no contexto das tradições culturais que a constituíram. Essa compreensão de si significa não somente o modo como uma pessoa se descreve, mas também como ela desejaria ser. O eu Idea, com valores éticos e morais incorporados ao longo de seu desenvolvimento, constitui um componente integrante da identidade do Eu.
O desenvolvimento da identidade do Eu se da em direção a uma crescente autonomia o que significa que o Eu, conseguindo cada vez mais resolver problemas com sucesso, torna-se progressivamente mais independente em relação as determinações sócias, culturais, parcialmente interiorizadas, e aos seus próprios impulsos. O processo de desenvolvimento moral, integrado no conceito de identidade do Eu, abrange o conceito de consciência moral.
O processo de construção do Eu, que abrange o processo de desenvolvimento das estruturas gerais da capacidade de consciência, de linguagem e de ação, e a busca de equilíbrio entre os sentimentos de cuidado e responsabilidade com os outros e o cuidado e responsabilidade consigo própria, se caracteriza ela descentração progressiva do próprio Eu e, pela sua delimitação em face da objetividade da natureza externa e do mundo social.
No centro de toda essa teoria do desenvolvimento, no âmbito da Psicologia, esta o conceito de estagio de desenvolvimento. As teorias psicológicas cognoscitivistas e psicanalíticas, que lidam com a questão do desenvolvimento, segundo Habermas, “já colheram provas evidentes em favor da afirmação de que o desenvolvimento do Eu em formação da identidade  realiza-se por estágios”. Ele distingue quatro estágios de desenvolvimento do EU, sendo: simbiótico, egocêntrico, sociocêntrico-objetivista e universalista.
 PERÍODO SIMBIÓTICO: corresponde ao estagio sensório-motor de Piaget, que vai do nascimento aos dois anos de vida. Durante  o primeiro ano de vida a criança tem, com a pessoa de referência, em geral a mãe, e com o ambiente que a cerca, uma relação tão estreita que podemos dizer que forma com o mundo exterior uma simbiose. Por causa da indissociação do Eu e não-Eu, tudo o que é percebido é centralizado sobre a própria atividade. Gradualmente o bebê começa a perceber os objetivos do seu ambiente como permanentes.
PERÍODO EGOCENTRICO: coincide com o estagio de pensamento pré-operacional de Piaget. Período sensório-motor e estende-se até o inicio do período das operações concretas (7 a 9 anos). Embora já seja capaz de perceber os objetos como permanentes, a criança desse período, ainda não distingue a esfera física do social. Pensa o mundo de modo pré-operacional, intuitivo, em que todas as coisas são ralativiziadas a partir do Eu infantil. Na interação social, as expectativas de comportamento são concretas e inseridas em ações singulares, ações essas vivenciadas e avaliadas na dimensão prazer, desprazer, e suas conseqüências, em gratificações e sanções.
PERÍODO SOCIOCÊNTRICO-OBJETIVISTA: coincide com o período concreto-operacional de Piaget, abrange o período que vai aproximadamente dos 7 aos 12 anos de idade e traz consigo transformações significativas na inteligência, na consciência, na afetividade e na socialização. No nível cognitivo, o pensamento infantil se caracteriza pela reversibilidade das ações, pela presença de estruturas estáveis e coerentes, por sistemas de classificação, de ordem, por conceitos de medida, causalidade, etc. em vista do processo d3e incorporação no Eu dos papeis sociais, durante esse estagio, a identidade natural é substituída pela identidade de papéis.
PERÍODO UNIVERSALISTA: Este período inicia-se na adolescência,quando, gradualmente, a identidade de papel e substituída pela identidade do Eu. Neste período, no domínio cognitivo, o individuo torna-se capaz de realizar operações combinatórias, adquirindo hipóteses. O pensamento hipotético muda a forma de argumentação discursiva, por meio de hipóteses o adolescente e capaz de adotar o ponto de vista do outro e deduzir as conseqüências lógicas que ele implica, julgando seu valor. O processo de constituição da identidade do Eu se da na medida em que o Eu generaliza essa capacidade de superar a velha identidade e aprende a resolver as crises de identidade, reconquistando, em nível mais alto, o equilíbrio perdido entre si próprio e uma realidade social visualizada, nesse momento, sob novas perspectivas.

Conhecer as possibilidades e os limites da formação da consciência mora, ancorada em um processo do desenvolvimento de estruturas interna que se constroem no processo de interação com as outras pessoas, em um determinado meio cultura, pode ajudar o individuo a lidar melhor com os conflitos que surgem no cotidiano, caminhando no sentido de construção de uma consciência moral pós-convencioal. Uma consciência moral que se fundamente no diálogo para solução dos conflitos inevitáveis que surgem na convivência humana, caminhando em direção a uma identidade do Eu crítica e participativa.









CONCLUSAO
Cada um de nós tem respostas próprias para esta questão e que refletem em auto esquema ou autoconceito, uma estrutura de pensamento que temos a respeito de nos mesmos. Esse autoconhecimento é constituído de percepções próprias sobre a nossa identidade social e nossas qualidades pessoais a respeito do nosso comportamento em ralação as outras pessoas é variado, podemos motivar a outra pessoa a agir, tentar controlá-la etc. podemos agir sobre Noé mesmos e dessa mesma forma realizar uma atividade de auto percepção, de auto comunicação, de auto motivação e autocontrole, chamado de comportamento reflexivo. A construção da identidade leva em conta o processo histórico.
 Há um inter-jogo que combina a igualdade e a diferença sujeito em relação a si próprio em seus diferentes personagens e as demais que o cercam por meio do nosso nome temos a indicação singular(indicado pelo próprio nome),e do geral( indicado pelo nome da família), o nome nos diferencia dentro do contexto familiar e o sobrenome é o que nos inclui e nos reconhece como membro dessa família

Principais autores do desenvolvimento infantil



JÉSSICA ETAPECHUSK



PRINCIPAIS AUTORES DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL


 

Trabalho apresentado a faculdade da Amazônia - Fama como requisito parcial para obtenção de nota na disciplina de Psicologia no desenvolvimento infantil com orientação da profª Naiade B. Lohmann.





SKINNER

TEORIA DO APRENDIZADO
Skinner sugere algumas formas de controle para o processo de aprendizagem através de arranjos das contingências do reforçamento (situações arranjadas com o intuito de possibilitar ou aumentar a ocorrência de uma resposta a ser aprendida-condicionada).Skinner enfatiza que o importante para o professor não é procurar ou encontrar reforços outros do que aqueles que já existem na situação do dia-a-dia, mas sim armar e arranjar as contingências desses reforços em relação às respostas desejadas.
As idéias básicas sobre a apresentação de estímulos para a aprendizagem, em Skinner, estão condensadas em dois instrumentos: as máquinas de ensinar (criadas por volta de 1920 por SIDNEY PRESSEY e posteriormente desenvolvidas por Skinner) e a instrução programada. Tanto a máquina de ensinar quanto a instrução programada buscam levar o aluno a estudar individualmente, sem intervenção direta do professor, por meio de material previamente elaborado, à base de fracionamento mínimo da matéria, adaptado às possibilidades do educando, segundo seu ritmo próprio, maturidade e conhecimentos anteriores.
O propósito da instrução programada é aumentar ao máximo a frequência de reforçamento e reduzir ao mínimo as conseqüências aversivas que acompanham o erro. Ela se baseia nos seguintes princípios: pequenos passos; resposta ativa; avaliação imediata; ritmo próprio; progressão lógica e graduada; reforço constante; verificação da aprendizagem.

BIOGRAFIA

Skinner freqüentou o mesmo ginásio onde seus pais haviam estudado. Matriculou no Hamilton College de Nova York. Formou-se em inglês, recebeu a chave simbólica da Phi Beta Kappa e Manifestou o desejo de tornar-se escritor.
 Depois de ler sobre John B. Watson e Ivan Pavlov, Skinner decidiu transferir seu Interesse literário pelas pessoas para um interesse mais científico. Em 1928, inscreveu-se na pós-graduação de psicologia em Harvard, embora nunca tivesse estudado psicologia antes. . Depois de vários pós-doutorados, Skinner foi dar aulas na Universidade de Minnesota e na Universidade de Indiana. Em 1947, voltou a Harvard.
Skinner manteve-se produtivo até a morte, em seus últimos anos de vida, ele construiu, no porão de sua casa, sua própria caixa de Skinner, um ambiente controlado que propiciava reforço positivo.

OBRAS IMPORTANTES

1953, Science and Human Behavior;
1957, Verbal Behavior;
1961, The Analysis of Behavior (com J.G. Holland);
1968, Technology of Teaching;
1971, Beyond Freedom and Dignity;
1989, Recent Issues in the Analysis of Behavior.


ERIK ERIKSON

TEORIA PSICOSSOCIAL DO DESENVOLVIMENTO
Erikson propõe uma concepção de desenvolvimento em oito estágios psicossociais, perspectivados por sua vez em oito idades que decorrem desde o nascimento até à morte, pertencendo as quatro primeiras ao período de bebê e de infância, e as três últimas aos anos adultos e à velhice, cada estágio é atravessado por uma crise psicossocial entre uma vertente positiva e uma negativa.
Erikson dá especial importância ao período da adolescência, devido ao fato ser a transição entre a infância e a idade adulta, em que se verificam acontecimentos relevantes para a personalidade adulta. Na Teoria Psicossocial do Desenvolvimento, este desenvolvimento evolui em oito estágios. Os primeiros quatro estágios decorrem no período de bebê e da infância, e os últimos três durante a idade adulta e a velhice.
Cada estágio contribui para a formação da personalidade total (princípio epigenético), sendo por isso todos importantes mesmo depois de se os atravessar. O núcleo de cada estágio é uma crise básica, que existe não só durante aquele estágio específico, nesse será mais proeminente, mas também nos posteriores em nível de consequências, tendo raízes prévias nos anteriores.
A formação da identidade inicia-se nos primeiros quatro estágios, e o senso desta negociado na adolescência evolui e influencia os últimos três estágios. Erikson perspectivava o desenvolvimento tendo em conta aspectos de cunho biológico, individual e social. A teoria psicossocial em análise enfatizava o conceito de identidade, a qual se forma no 5º estágio, e o de crise que sem possuir um sentido dramático está presente em todas as idades, sendo a forma como é resolvida determinante para resolver na vida futura os conflitos. 

 As crises dão nome aos estágios psicossociais são:
1 Confiança básica X Desconfiança básica
2 Autonomia X Vergonha e Dúvida
3 Iniciativa X Culpa
4 Diligência X Inferioridade
5 Identidade X Confusão de Identidade
6 Intimidade X Isolamento
7 Generatividade X Estagnação
8 Integridade X Desespero


BIOGRAFIA

ERIK ERIKSON (1902-1994) foi um psicanalista que fez grandes contribuições no campo da Psicologia, com seu trabalho sobre desenvolvimento infantil e crises de identidade. Durante sua infância e adolescência, ele se chamava Erik Homberger, pois seus pais lhe ocultaram os detalhes de seu nascimento. Depois de se formar na escola, se tornou artista. Frequentou escolas de artes e viajou pela Europa, visitando museus e dormindo embaixo de pontes.
Viveu como rebelde até seus 25 anos, quando começou a dar aulas de artes numa escola experimental para estudantes americanos. Lá, através de amigos em comum, acabou conhecendo Anna Freud, que se tornou sua psicanalista e o incentivou a estudar Psicanálise. Graduou-se no Instituto Psicanalítico de Viena, em 1933, se especializando em psicanálise infantil. Iniciou seu trabalho clínico nos Estados Unidos neste mesmo ano, e foi analista didático nos Institutos da Associação Americana de Psicanálise, desde 1942. Sua carreira inclui cargos nas escolas de Medicina de Harvard (de onde saiu como professor emérito) e Yale, na Universidade da Califórnia e na Clínica Austin Rigg.
Afastando-se da ênfase de Freud sobre os componentes biológico-sexuais do desenvolvimento inicial, seu trabalho focalizou brilhantemente os estágios críticos e criativos do desenvolvimento pessoal, e a resolução de várias crises de identidade, a qual define como "um conflito inevitável que acompanha o crescimento do senso de identidade durante a adolescência". Sua própria história de vida contribuiu para a formulação de seus conceitos e teorias. Focalizou também, o desenvolvimento contínuo da personalidade através de toda a vida, um conceito que ele estudou numa variedade de situações sócio-culturais.

 

OBRAS IMPORTANTES

(1958),Young Man Luther;
(1964), Insight and Responsibility ;
(1958),Identity ;
(1969), Gandhi's Truth;
(1986),Vital Involviment in Old Age .

WATSON

TEORIA DO APRENDIZADO, COMPORTAMENTALISMO.

Segundo Watson, os seres humanos já nascem com certas conexões estímulo-resposta herdadas e chamadas reflexos. Aprendizagem ocorre a partir de um condicionamento destas conexões bem como na construção de novas conexões estímulo-resposta através do condicionamento clássico Pavloviano. Para ele o meio ambiente exerce uma grande influência sobre o indivíduo.
Sua maior preocupação é com os aspectos observáveis do comportamento, uma vez que para ele todo comportamento é aprendido. Por isso ele se preocupa mais com o que as pessoas fazem, do que com que as pessoas pensam. Para a elaboração de sua teoria, realizou estudos com crianças, quando pôde verificar que estas não exibem medo quando são, por exemplo, apresentadas pela primeira vez a um gato, ou a um cão, ou a outros animais. E isso se deve ao fato de que as crianças ainda não aprenderam a ter medo destes seres.
O experimento clássico de Watson foi o que ele realizou com uma criança que ao ser apresentada a um rato branco, num primeiro momento, não manifestou medo. No entanto, após a combinação do rato a um som estridente, durante sete vezes, a visão do animal se transformou de forma tal que foi suficiente para provocar na criança uma forte reação de medo. Com isso ele conseguiu provar que quase todo comportamento humano é aprendido.Sendo assim, toda atividade humana é condicionada e condicionável em decorrência da variação na constituição genética. Contudo, é possível construir uma multiplicidade de novas conexões estímulo-resposta através do condicionamento clássico Pavloviano. Para Watson, quase todo comportamento humano seria aprendido.
Desse experimento, Watson concluiu que o meio ambiente exerce uma grande influência sobre o indivíduo. Apoderando-se do condicionamento de Pavlov e combinando-o com idéias que ele mesmo havia desenvolvido, Watson apresentou ao mundo a posição que chamou de behaviorismo. Watson é o fundador do behaviorismo no mundo ocidental. O principal objetivo do enfoque behaviorista é explicar o relacionamento entre estímulos, respostas e conseqüências (boas, más ou neutras). Ou seja, aprendizagem é um condicionamento clássico e que depende do meio externo.
A doutrina de Watson procura observar os dados do comportamento exterior com eliminação total da consciência. O behaviorismo criado por Watson teve enorme influência na psicologia e na instrução, ao descartar o mentalismo em favor do comportamentalismo. A principal contribuição do behaviorismo a contestação ao mentalismo, que fazia a distinção entre corpo e mente. Segundo Watson, todo comportamento, ou seja, tudo o que pensamos, sentimos, dizemos ou fazemos envolve, em graus variáveis, atividade de todo o corpo.

BIOGRAFIA

Psicólogo norte-americano completou os seus estudos acadêmicos na Universidade de Chicago, com o doutoramento sobre a maturação neurológica e psicológica dos ratos albinos, num estudo realizado sob a orientação do neurologista H. H. Donaldson e de J. Rowland Angell. Watson tornou-se depois investigador em Psicologia Experimental na Universidade de Chicago e, mais tarde (entre 1908 e 1920), professor e investigador em Psicologia Experimental e Comparada na Universidade John Hopkins, em Baltimore.
Homem e cientista determinado e polêmico, Watson cedo se opôs ao paradigma dominante na psicologia da sua época, caracterizado por uma grande preponderância da filosofia e da dimensão consciente. Como resposta a esta situação, Watson fundou o behaviorismo, num artigo de 1913, "Psychologyas a Behaviorist Views It", publicado na Psychological Review. Neste artigo, Watson lançou as bases do que viria a tornar o paradigma principal da psicologia americana nas décadas seguintes, postulando o estudo experimental e objetivo dos comportamentos dos seres humanos na relação com os estímulos a que estes são sujeitos.
Grande defensor da importância da observação dos comportamentos animais nas suas pesquisas científicas, Watson trabalhou igualmente sobre os comportamentos infantis, área quase virgem na época, efetuando um conjunto de experiências cujos resultados publicaria em 1918, na obra Psychological Careof Infantand Child (1918). Neste estudo, Watson efetuou experiências condicionadas, que considerava serem fundamentais para a evolução do conhecimento no campo da Psicologia experimental e comparada.
A vida acadêmica de Watson terminaria de forma abrupta, em 1920, após o seu divórcio e segundo casamento serem rodeados de grande polêmica e escândalo público. John Broadus Watson dedicar-se-ia, então, a uma carreira empresarial em publicidade.

OBRAS IMPORTANTES

(1914), Behavior: An Introduction to Comparative Psychology;
(1919), Psychology from the Standpoint of a Behaviorist;
(1925), Behaviorismo