segunda-feira, 4 de março de 2013

Daltonismo



  

DALTONISMO



  
INTRODUÇÃO
       Durante séculos, os problemas relacionados com visão das cores não encontraram mais que soluções e interpretações puramente empíricas. Em 1801 o físico inglês THOMAS YOUNG, formulou em termos de hipótese a primeira explicação científica para a sensibilidade do olho humano a cores. Cerca de cinquenta anos mais tarde, HERMANN VON HELMHOLTZ, físico e fisiologista alemão, converteu a hipótese em teoria.
        Segundo a teoria de YOUNG- HELMHOLTZ, a retina possui três espécies de células sensíveis, (os cones), cada uma delas seria responsável pela percepção de uma dada região do espectro luminoso, essas regiões seriam o vermelho o verde e o azul. Estas seriam as cores primarias, que por combinações originariam todos os outros tons cromáticos. Embora a teoria YOUNG- HELMHOLTZ tenha sido contestada ela se ajusta ainda hoje aos fenômenos observados.
        Os estímulos imediatos da percepção visual são os feixes luminosos que depois de passarem pela pupila, incidem na retina. É ali que a energia luminosa se converte em sinais elétricos, responsáveis pela atividade neural. Os impulso neurais são então encaminhados ao cérebro, que os interpreta e classifica.

O QUE É DALTONISMO
        É um transtorno hereditário de herança recessiva ligada ao sexo. Pois os homens carregam um X e um Y, enquanto as mulheres carregam dois X. Geneticamente o sexo e determinado pelo fato da pessoa apresentar XX (mulher) ou XY (homem). A mãe transmite para seus filhos o X, enquanto o pai pode transmitir mais um X (formando menina XX) ou um Y (formando menino XY).
        A herança mais clássica para o daltonismo esta ligada ao cromossomo sexual X. O cromossomo é responsável por transmitir as características hereditárias de todos nós. Se uma mulher recebe cromossomo X com traços para o daltonismo de seu pai ou de sua mãe, ela não terá a doença, pois seu outro cromossomo compensara o defeito. Nesse caso ela é chamada de portadora, pois ela tem o gene alterado porem a doença não se manifesta, mas pode transmitir esse gene para seus filhos. Os homens, que tem um cromossomo X a mais para compensar o defeituoso, terão a doença quando receberem o X alterado. Para que a mulher tenha daltonismo, seus dois cromossomos X têm que estar afetados, ou seja, o pai tem que ser daltônico, e a mãe portadora ou daltônica.
        Daltonismo herdado pode ser congênito (desde o nascimento), pode começar na infância ou vida adulta pelo uso de drogas, como cloroquina, álcool etílico e metílico, aplicação de laser argônio e ate pelo uso de Viagra, que dura alguns minutos ou então com grande freqüência vai piorando gradativamente. Dependendo da mutação, o daltonismo pode ser estacionário (permanece o mesmo por toda a vida) ou progressivo. Daltonismo progressivo envolve deterioração da retina e outras partes do olho, e pode atingir a cegueira.

TIPOS DE DALTONISMO
        A maioria dos daltônicos não consegue distinguir entre tons de vermelho e verde quando a pouca luz; alguns não distinguem o azul do amarelo. Nestes dois casos, o tipo é chamado de dicromático, porque tem dois tipos de cones em vez de três. Um grupo muito pequeno apresenta uma condição chamada monocromatismo, ou seja, elas enxergam somente em preto e branco. Existem também os tricomáticos, que são os mais comuns, possuem três tipos de cone, mas percebem os tons das cores alterados. Tem defeitos similares aos dicromático, mas num grau inferior, mais atenuado. As pessoas com visão normal são capazes de combinar as cores do espectro através da mistura das três cores. Os cones dos daltônicos não existem em numero suficiente o apresentam alguma alteração, impedindo o individuo de diferenciar as cores nas diversas tonalidades.
        Partindo-se do principio de que a percepção das cores esta diretamente ligada aos tipos de receptores encontrados na retina, podemos ver como isto se diferencia na natureza. O homem de forma geral tem três tipos: verde azul e o vermelho, o que lhe permite identificar do vermelho ao violeta. Há insetos, aves, repteis e peixes que tem receptores para a luz ultravioleta, o que os habilita a enxergar coisas para nos invisíveis. Gatos e cachorros são daltônicos, só percebem o verde e o azul. Essa característica é um passaporte para a vida noturna, que prioriza a forma e não a cor.

TRATAMENTO OU CURA
        Não existe cura para o daltonismo, pois a mesma é crônica, mas não costuma ser traumático para a maioria das pessoas. Há, porém, uma empresa americana fabricando lentes que permitiriam a distinção de cores pelos daltônicos. Elas seriam seletivas quanto a passagem de luz, bloqueando o necessário para corrigir defeitos da visão. Os tais óculos custam cerca deUS$ 700,00. Mas alguns estudiosos ainda encaram a iniciativa com reservas alegando que não há estudos científicos que reconhecidamente indiquem o método.

VIDA PROFISSIONAL
        O individuo não poderá, por exemplo, pilotar uma aeronave, ser maquinista, trabalhar com navegação marítima por que as cores são essenciais para estas profissões. Porém isso não chega a ser um problema na hora de conseguir emprego na maioria das profissões.




CONCLUSÃO
        Entorno de 8% dos homens, e apenas 0,5% das mulheres, tem alguma forma de daltonismo. A razão da incidência maior em homens é que eles possuem somente um cromossomo X.  Já as mulheres possuem dois cromossomos X, e se um desses for normal ela não exibira a mutação que ocasiona o daltonismo.
        Outras causas do daltonismo incluem dano ao cérebro ou retina. Daltonismo também pode se apresentar no espectro de doença degenerativa do olho.
        JOHN DALTON, físico e químico inglês nascido em Cumberland, em 1766, criador da teoria atômica, estudou nele próprio a doença que acabou conhecida como daltonismo.

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