segunda-feira, 4 de março de 2013

Principais autores do desenvolvimento infantil



JÉSSICA ETAPECHUSK



PRINCIPAIS AUTORES DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL


 

Trabalho apresentado a faculdade da Amazônia - Fama como requisito parcial para obtenção de nota na disciplina de Psicologia no desenvolvimento infantil com orientação da profª Naiade B. Lohmann.





SKINNER

TEORIA DO APRENDIZADO
Skinner sugere algumas formas de controle para o processo de aprendizagem através de arranjos das contingências do reforçamento (situações arranjadas com o intuito de possibilitar ou aumentar a ocorrência de uma resposta a ser aprendida-condicionada).Skinner enfatiza que o importante para o professor não é procurar ou encontrar reforços outros do que aqueles que já existem na situação do dia-a-dia, mas sim armar e arranjar as contingências desses reforços em relação às respostas desejadas.
As idéias básicas sobre a apresentação de estímulos para a aprendizagem, em Skinner, estão condensadas em dois instrumentos: as máquinas de ensinar (criadas por volta de 1920 por SIDNEY PRESSEY e posteriormente desenvolvidas por Skinner) e a instrução programada. Tanto a máquina de ensinar quanto a instrução programada buscam levar o aluno a estudar individualmente, sem intervenção direta do professor, por meio de material previamente elaborado, à base de fracionamento mínimo da matéria, adaptado às possibilidades do educando, segundo seu ritmo próprio, maturidade e conhecimentos anteriores.
O propósito da instrução programada é aumentar ao máximo a frequência de reforçamento e reduzir ao mínimo as conseqüências aversivas que acompanham o erro. Ela se baseia nos seguintes princípios: pequenos passos; resposta ativa; avaliação imediata; ritmo próprio; progressão lógica e graduada; reforço constante; verificação da aprendizagem.

BIOGRAFIA

Skinner freqüentou o mesmo ginásio onde seus pais haviam estudado. Matriculou no Hamilton College de Nova York. Formou-se em inglês, recebeu a chave simbólica da Phi Beta Kappa e Manifestou o desejo de tornar-se escritor.
 Depois de ler sobre John B. Watson e Ivan Pavlov, Skinner decidiu transferir seu Interesse literário pelas pessoas para um interesse mais científico. Em 1928, inscreveu-se na pós-graduação de psicologia em Harvard, embora nunca tivesse estudado psicologia antes. . Depois de vários pós-doutorados, Skinner foi dar aulas na Universidade de Minnesota e na Universidade de Indiana. Em 1947, voltou a Harvard.
Skinner manteve-se produtivo até a morte, em seus últimos anos de vida, ele construiu, no porão de sua casa, sua própria caixa de Skinner, um ambiente controlado que propiciava reforço positivo.

OBRAS IMPORTANTES

1953, Science and Human Behavior;
1957, Verbal Behavior;
1961, The Analysis of Behavior (com J.G. Holland);
1968, Technology of Teaching;
1971, Beyond Freedom and Dignity;
1989, Recent Issues in the Analysis of Behavior.


ERIK ERIKSON

TEORIA PSICOSSOCIAL DO DESENVOLVIMENTO
Erikson propõe uma concepção de desenvolvimento em oito estágios psicossociais, perspectivados por sua vez em oito idades que decorrem desde o nascimento até à morte, pertencendo as quatro primeiras ao período de bebê e de infância, e as três últimas aos anos adultos e à velhice, cada estágio é atravessado por uma crise psicossocial entre uma vertente positiva e uma negativa.
Erikson dá especial importância ao período da adolescência, devido ao fato ser a transição entre a infância e a idade adulta, em que se verificam acontecimentos relevantes para a personalidade adulta. Na Teoria Psicossocial do Desenvolvimento, este desenvolvimento evolui em oito estágios. Os primeiros quatro estágios decorrem no período de bebê e da infância, e os últimos três durante a idade adulta e a velhice.
Cada estágio contribui para a formação da personalidade total (princípio epigenético), sendo por isso todos importantes mesmo depois de se os atravessar. O núcleo de cada estágio é uma crise básica, que existe não só durante aquele estágio específico, nesse será mais proeminente, mas também nos posteriores em nível de consequências, tendo raízes prévias nos anteriores.
A formação da identidade inicia-se nos primeiros quatro estágios, e o senso desta negociado na adolescência evolui e influencia os últimos três estágios. Erikson perspectivava o desenvolvimento tendo em conta aspectos de cunho biológico, individual e social. A teoria psicossocial em análise enfatizava o conceito de identidade, a qual se forma no 5º estágio, e o de crise que sem possuir um sentido dramático está presente em todas as idades, sendo a forma como é resolvida determinante para resolver na vida futura os conflitos. 

 As crises dão nome aos estágios psicossociais são:
1 Confiança básica X Desconfiança básica
2 Autonomia X Vergonha e Dúvida
3 Iniciativa X Culpa
4 Diligência X Inferioridade
5 Identidade X Confusão de Identidade
6 Intimidade X Isolamento
7 Generatividade X Estagnação
8 Integridade X Desespero


BIOGRAFIA

ERIK ERIKSON (1902-1994) foi um psicanalista que fez grandes contribuições no campo da Psicologia, com seu trabalho sobre desenvolvimento infantil e crises de identidade. Durante sua infância e adolescência, ele se chamava Erik Homberger, pois seus pais lhe ocultaram os detalhes de seu nascimento. Depois de se formar na escola, se tornou artista. Frequentou escolas de artes e viajou pela Europa, visitando museus e dormindo embaixo de pontes.
Viveu como rebelde até seus 25 anos, quando começou a dar aulas de artes numa escola experimental para estudantes americanos. Lá, através de amigos em comum, acabou conhecendo Anna Freud, que se tornou sua psicanalista e o incentivou a estudar Psicanálise. Graduou-se no Instituto Psicanalítico de Viena, em 1933, se especializando em psicanálise infantil. Iniciou seu trabalho clínico nos Estados Unidos neste mesmo ano, e foi analista didático nos Institutos da Associação Americana de Psicanálise, desde 1942. Sua carreira inclui cargos nas escolas de Medicina de Harvard (de onde saiu como professor emérito) e Yale, na Universidade da Califórnia e na Clínica Austin Rigg.
Afastando-se da ênfase de Freud sobre os componentes biológico-sexuais do desenvolvimento inicial, seu trabalho focalizou brilhantemente os estágios críticos e criativos do desenvolvimento pessoal, e a resolução de várias crises de identidade, a qual define como "um conflito inevitável que acompanha o crescimento do senso de identidade durante a adolescência". Sua própria história de vida contribuiu para a formulação de seus conceitos e teorias. Focalizou também, o desenvolvimento contínuo da personalidade através de toda a vida, um conceito que ele estudou numa variedade de situações sócio-culturais.

 

OBRAS IMPORTANTES

(1958),Young Man Luther;
(1964), Insight and Responsibility ;
(1958),Identity ;
(1969), Gandhi's Truth;
(1986),Vital Involviment in Old Age .

WATSON

TEORIA DO APRENDIZADO, COMPORTAMENTALISMO.

Segundo Watson, os seres humanos já nascem com certas conexões estímulo-resposta herdadas e chamadas reflexos. Aprendizagem ocorre a partir de um condicionamento destas conexões bem como na construção de novas conexões estímulo-resposta através do condicionamento clássico Pavloviano. Para ele o meio ambiente exerce uma grande influência sobre o indivíduo.
Sua maior preocupação é com os aspectos observáveis do comportamento, uma vez que para ele todo comportamento é aprendido. Por isso ele se preocupa mais com o que as pessoas fazem, do que com que as pessoas pensam. Para a elaboração de sua teoria, realizou estudos com crianças, quando pôde verificar que estas não exibem medo quando são, por exemplo, apresentadas pela primeira vez a um gato, ou a um cão, ou a outros animais. E isso se deve ao fato de que as crianças ainda não aprenderam a ter medo destes seres.
O experimento clássico de Watson foi o que ele realizou com uma criança que ao ser apresentada a um rato branco, num primeiro momento, não manifestou medo. No entanto, após a combinação do rato a um som estridente, durante sete vezes, a visão do animal se transformou de forma tal que foi suficiente para provocar na criança uma forte reação de medo. Com isso ele conseguiu provar que quase todo comportamento humano é aprendido.Sendo assim, toda atividade humana é condicionada e condicionável em decorrência da variação na constituição genética. Contudo, é possível construir uma multiplicidade de novas conexões estímulo-resposta através do condicionamento clássico Pavloviano. Para Watson, quase todo comportamento humano seria aprendido.
Desse experimento, Watson concluiu que o meio ambiente exerce uma grande influência sobre o indivíduo. Apoderando-se do condicionamento de Pavlov e combinando-o com idéias que ele mesmo havia desenvolvido, Watson apresentou ao mundo a posição que chamou de behaviorismo. Watson é o fundador do behaviorismo no mundo ocidental. O principal objetivo do enfoque behaviorista é explicar o relacionamento entre estímulos, respostas e conseqüências (boas, más ou neutras). Ou seja, aprendizagem é um condicionamento clássico e que depende do meio externo.
A doutrina de Watson procura observar os dados do comportamento exterior com eliminação total da consciência. O behaviorismo criado por Watson teve enorme influência na psicologia e na instrução, ao descartar o mentalismo em favor do comportamentalismo. A principal contribuição do behaviorismo a contestação ao mentalismo, que fazia a distinção entre corpo e mente. Segundo Watson, todo comportamento, ou seja, tudo o que pensamos, sentimos, dizemos ou fazemos envolve, em graus variáveis, atividade de todo o corpo.

BIOGRAFIA

Psicólogo norte-americano completou os seus estudos acadêmicos na Universidade de Chicago, com o doutoramento sobre a maturação neurológica e psicológica dos ratos albinos, num estudo realizado sob a orientação do neurologista H. H. Donaldson e de J. Rowland Angell. Watson tornou-se depois investigador em Psicologia Experimental na Universidade de Chicago e, mais tarde (entre 1908 e 1920), professor e investigador em Psicologia Experimental e Comparada na Universidade John Hopkins, em Baltimore.
Homem e cientista determinado e polêmico, Watson cedo se opôs ao paradigma dominante na psicologia da sua época, caracterizado por uma grande preponderância da filosofia e da dimensão consciente. Como resposta a esta situação, Watson fundou o behaviorismo, num artigo de 1913, "Psychologyas a Behaviorist Views It", publicado na Psychological Review. Neste artigo, Watson lançou as bases do que viria a tornar o paradigma principal da psicologia americana nas décadas seguintes, postulando o estudo experimental e objetivo dos comportamentos dos seres humanos na relação com os estímulos a que estes são sujeitos.
Grande defensor da importância da observação dos comportamentos animais nas suas pesquisas científicas, Watson trabalhou igualmente sobre os comportamentos infantis, área quase virgem na época, efetuando um conjunto de experiências cujos resultados publicaria em 1918, na obra Psychological Careof Infantand Child (1918). Neste estudo, Watson efetuou experiências condicionadas, que considerava serem fundamentais para a evolução do conhecimento no campo da Psicologia experimental e comparada.
A vida acadêmica de Watson terminaria de forma abrupta, em 1920, após o seu divórcio e segundo casamento serem rodeados de grande polêmica e escândalo público. John Broadus Watson dedicar-se-ia, então, a uma carreira empresarial em publicidade.

OBRAS IMPORTANTES

(1914), Behavior: An Introduction to Comparative Psychology;
(1919), Psychology from the Standpoint of a Behaviorist;
(1925), Behaviorismo


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