JÉSSICA
ETAPECHUSK
PRINCIPAIS
AUTORES DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Trabalho apresentado a faculdade da Amazônia - Fama
como requisito parcial para obtenção de nota na disciplina de Psicologia no
desenvolvimento infantil com orientação da profª Naiade B. Lohmann.
SKINNER
TEORIA DO APRENDIZADO
Skinner sugere algumas formas de
controle para o processo de aprendizagem através de arranjos das contingências
do reforçamento (situações arranjadas com o intuito de possibilitar ou aumentar
a ocorrência de uma resposta a ser aprendida-condicionada).Skinner enfatiza que
o importante para o professor não é procurar ou encontrar reforços outros do
que aqueles que já existem na situação do dia-a-dia, mas sim armar e arranjar
as contingências desses reforços em relação às respostas desejadas.
As idéias básicas sobre a
apresentação de estímulos para a aprendizagem, em Skinner, estão condensadas em
dois instrumentos: as máquinas de ensinar (criadas por volta de 1920 por SIDNEY
PRESSEY e posteriormente desenvolvidas por Skinner) e a instrução programada.
Tanto a máquina de ensinar quanto a instrução programada buscam levar o aluno a
estudar individualmente, sem intervenção direta do professor, por meio de
material previamente elaborado, à base de fracionamento mínimo da matéria,
adaptado às possibilidades do educando, segundo seu ritmo próprio, maturidade e
conhecimentos anteriores.
O propósito da instrução programada
é aumentar ao máximo a frequência de reforçamento e reduzir ao mínimo as
conseqüências aversivas que acompanham o erro. Ela se baseia nos seguintes
princípios: pequenos passos; resposta ativa; avaliação imediata; ritmo próprio;
progressão lógica e graduada; reforço constante; verificação da aprendizagem.
BIOGRAFIA
Skinner freqüentou o
mesmo ginásio onde seus pais haviam estudado. Matriculou no Hamilton College de
Nova York. Formou-se em inglês, recebeu a chave simbólica da Phi Beta Kappa e
Manifestou o desejo de tornar-se escritor.
Depois de ler sobre John B. Watson e Ivan
Pavlov, Skinner decidiu transferir seu Interesse literário pelas pessoas para
um interesse mais científico. Em 1928, inscreveu-se na pós-graduação de
psicologia em Harvard, embora nunca tivesse estudado psicologia antes. . Depois
de vários pós-doutorados, Skinner foi dar aulas na Universidade de Minnesota e
na Universidade de Indiana. Em 1947, voltou a Harvard.
Skinner manteve-se
produtivo até a morte, em seus últimos anos de vida, ele construiu, no porão de
sua casa, sua própria caixa de Skinner, um ambiente controlado que propiciava
reforço positivo.
OBRAS IMPORTANTES
1953, Science and Human
Behavior;
1957, Verbal Behavior;
1961, The Analysis of Behavior (com J.G. Holland);
1968, Technology of Teaching;
1971, Beyond Freedom and Dignity;
1989, Recent Issues in the Analysis of Behavior.
1957, Verbal Behavior;
1961, The Analysis of Behavior (com J.G. Holland);
1968, Technology of Teaching;
1971, Beyond Freedom and Dignity;
1989, Recent Issues in the Analysis of Behavior.
ERIK ERIKSON
TEORIA
PSICOSSOCIAL DO DESENVOLVIMENTO
Erikson propõe uma concepção de
desenvolvimento em oito estágios psicossociais, perspectivados por sua vez em
oito idades que decorrem desde o nascimento até à morte, pertencendo as quatro
primeiras ao período de bebê e de infância, e as três últimas aos anos adultos
e à velhice, cada estágio é atravessado por uma crise psicossocial entre uma
vertente positiva e uma negativa.
Erikson dá especial importância ao
período da adolescência, devido ao fato ser a transição entre a infância e a
idade adulta, em que se verificam acontecimentos relevantes para a
personalidade adulta. Na Teoria Psicossocial do Desenvolvimento, este
desenvolvimento evolui em oito estágios. Os primeiros quatro estágios decorrem
no período de bebê e da infância, e os últimos três durante a idade adulta e a
velhice.
Cada estágio contribui para a
formação da personalidade total (princípio epigenético), sendo por isso todos
importantes mesmo depois de se os atravessar. O núcleo de cada estágio é uma
crise básica, que existe não só durante aquele estágio específico, nesse será
mais proeminente, mas também nos posteriores em nível de consequências, tendo
raízes prévias nos anteriores.
A formação da identidade inicia-se
nos primeiros quatro estágios, e o senso desta negociado na adolescência evolui
e influencia os últimos três estágios. Erikson perspectivava o desenvolvimento
tendo em conta aspectos de cunho biológico, individual e social. A teoria
psicossocial em análise enfatizava o conceito de identidade, a qual se forma no
5º estágio, e o de crise que sem possuir um sentido dramático está presente em
todas as idades, sendo a forma como é resolvida determinante para resolver na
vida futura os conflitos.
As crises dão nome aos estágios psicossociais são:
1 Confiança básica X Desconfiança
básica
2 Autonomia X Vergonha e Dúvida
3 Iniciativa X Culpa
4 Diligência X Inferioridade
5 Identidade X Confusão de
Identidade
6 Intimidade X Isolamento
7 Generatividade X Estagnação
8 Integridade X Desespero
BIOGRAFIA
ERIK ERIKSON (1902-1994) foi um
psicanalista que fez grandes contribuições no campo da Psicologia, com seu
trabalho sobre desenvolvimento infantil e crises de identidade. Durante sua
infância e adolescência, ele se chamava Erik Homberger, pois seus pais lhe
ocultaram os detalhes de seu nascimento. Depois de se formar na escola, se
tornou artista. Frequentou escolas de artes e viajou pela Europa, visitando
museus e dormindo embaixo de pontes.
Viveu como rebelde até seus 25
anos, quando começou a dar aulas de artes numa escola experimental para
estudantes americanos. Lá, através de amigos em comum, acabou conhecendo Anna
Freud, que se tornou sua psicanalista e o incentivou a estudar Psicanálise.
Graduou-se no Instituto Psicanalítico de Viena, em 1933, se especializando em
psicanálise infantil. Iniciou seu trabalho clínico nos Estados Unidos neste
mesmo ano, e foi analista didático nos Institutos da Associação Americana de
Psicanálise, desde 1942. Sua carreira inclui cargos nas escolas de Medicina de
Harvard (de onde saiu como professor emérito) e Yale, na Universidade da
Califórnia e na Clínica Austin Rigg.
Afastando-se da ênfase de Freud
sobre os componentes biológico-sexuais do desenvolvimento inicial, seu trabalho
focalizou brilhantemente os estágios críticos e criativos do desenvolvimento
pessoal, e a resolução de várias crises de identidade, a qual define como
"um conflito inevitável que acompanha o crescimento do senso de identidade
durante a adolescência". Sua própria história de vida contribuiu para a
formulação de seus conceitos e teorias. Focalizou também, o desenvolvimento
contínuo da personalidade através de toda a vida, um conceito que ele estudou
numa variedade de situações sócio-culturais.
OBRAS IMPORTANTES
(1958),Young Man Luther;
(1964), Insight and Responsibility ;
(1958),Identity ;
(1969), Gandhi's Truth;
(1986),Vital Involviment in Old Age .
WATSON
TEORIA
DO APRENDIZADO, COMPORTAMENTALISMO.
Segundo Watson, os seres humanos
já nascem com certas conexões estímulo-resposta herdadas e chamadas reflexos.
Aprendizagem ocorre a partir de um condicionamento destas conexões bem como
na construção de novas conexões estímulo-resposta através do condicionamento
clássico Pavloviano. Para ele o meio ambiente exerce uma grande influência
sobre o indivíduo.
Sua maior preocupação é com os
aspectos observáveis do comportamento, uma vez que para ele todo
comportamento é aprendido. Por isso ele se preocupa mais com o que as pessoas
fazem, do que com que as pessoas pensam. Para a elaboração de sua teoria,
realizou estudos com crianças, quando pôde verificar que estas não exibem
medo quando são, por exemplo, apresentadas pela primeira vez a um gato, ou a
um cão, ou a outros animais. E isso se deve ao fato de que as crianças ainda
não aprenderam a ter medo destes seres.
O experimento clássico de Watson
foi o que ele realizou com uma criança que ao ser apresentada a um rato
branco, num primeiro momento, não manifestou medo. No entanto, após a
combinação do rato a um som estridente, durante sete vezes, a visão do animal
se transformou de forma tal que foi suficiente para provocar na criança uma
forte reação de medo. Com isso ele conseguiu provar que quase todo comportamento
humano é aprendido.Sendo assim, toda atividade humana é condicionada e
condicionável em decorrência da variação na constituição genética. Contudo, é
possível construir uma multiplicidade de novas conexões estímulo-resposta
através do condicionamento clássico Pavloviano. Para Watson, quase todo
comportamento humano seria aprendido.
Desse experimento, Watson concluiu
que o meio ambiente exerce uma grande influência sobre o indivíduo.
Apoderando-se do condicionamento de Pavlov e combinando-o com idéias que ele
mesmo havia desenvolvido, Watson apresentou ao mundo a posição que chamou de
behaviorismo. Watson é o fundador do behaviorismo no mundo ocidental. O
principal objetivo do enfoque behaviorista é explicar o relacionamento entre
estímulos, respostas e conseqüências (boas, más ou neutras). Ou seja,
aprendizagem é um condicionamento clássico e que depende do meio externo.
A doutrina de Watson procura
observar os dados do comportamento exterior com eliminação total da
consciência. O behaviorismo criado por Watson teve enorme influência na
psicologia e na instrução, ao descartar o mentalismo em favor do
comportamentalismo. A principal contribuição do behaviorismo a contestação ao
mentalismo, que fazia a distinção entre corpo e mente. Segundo Watson, todo
comportamento, ou seja, tudo o que pensamos, sentimos, dizemos ou fazemos
envolve, em graus variáveis, atividade de todo o corpo.
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BIOGRAFIA
Psicólogo norte-americano completou os seus estudos
acadêmicos na Universidade de Chicago, com o doutoramento sobre a maturação
neurológica e psicológica dos ratos albinos, num estudo realizado sob a
orientação do neurologista H. H. Donaldson e de J. Rowland Angell. Watson
tornou-se depois investigador em Psicologia Experimental na Universidade de
Chicago e, mais tarde (entre 1908 e 1920), professor e investigador em
Psicologia Experimental e Comparada na Universidade John Hopkins, em Baltimore.
Homem e cientista determinado e polêmico, Watson cedo se
opôs ao paradigma dominante na psicologia da sua época, caracterizado por uma
grande preponderância da filosofia e da dimensão consciente. Como resposta a
esta situação, Watson fundou o behaviorismo, num artigo de 1913,
"Psychologyas a Behaviorist Views It", publicado na Psychological
Review. Neste artigo, Watson lançou as bases do que viria a tornar o
paradigma principal da psicologia americana nas décadas seguintes, postulando o
estudo experimental e objetivo dos comportamentos dos seres humanos na relação
com os estímulos a que estes são sujeitos.
Grande defensor da importância da observação dos
comportamentos animais nas suas pesquisas científicas, Watson trabalhou
igualmente sobre os comportamentos infantis, área quase virgem na época,
efetuando um conjunto de experiências cujos resultados publicaria em 1918, na
obra Psychological Careof Infantand Child (1918). Neste estudo, Watson
efetuou experiências condicionadas, que considerava serem fundamentais para a
evolução do conhecimento no campo da Psicologia experimental e comparada.
A vida acadêmica de Watson terminaria de forma abrupta, em
1920, após o seu divórcio e segundo casamento serem rodeados de grande polêmica
e escândalo público. John Broadus Watson dedicar-se-ia, então, a uma carreira
empresarial em publicidade.
OBRAS IMPORTANTES
(1914), Behavior: An Introduction to Comparative
Psychology;
(1919), Psychology from the Standpoint of a Behaviorist;
(1925), Behaviorismo
(1919), Psychology from the Standpoint of a Behaviorist;
(1925), Behaviorismo
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