JÉSSICA
ETAPECHUSK
O
EU E A IDENTIDADE
INTRODUÇAO
A escola é uma
das instituições responsáveis pela formação dos indivíduos e sua existência
fundamenta-se, sobretudo na necessidade de transmitir as gerações mais novas
conhecimentos, crenças e valores, abrindo-lhe possibilidades para novas
realizações. Embora ela não seja o único espaço que atua significativamente na
formação da identidade, não há duvidas que a escola é o espaço por excelência
onde o individuo teria possibilidade de vivenciar de modo intencional e
sistemático formas construtivas de interação social, adquirindo saberes éticos
que lhe propiciem as condições para o exercício da cidadania.
A formação de
indivíduos críticos e participativos, que se constitui em um dos objetivos
primordiais de uma educação transformadora, passa pela formação de uma
consciência moral que capacite o indivíduo interagir com base no respeito mutuo
e no reconhecimento do outro como um ser sócia, com direitos e deveres, passa
pela formação de uma consciência moral capaz de incorporar, criticar e
transformar as normas implícitas em seu grupo social e cultural.
A ação de um
indivíduo no mundo e determinada por uma infinidade de componentes da natureza
física, psicológica, cultural e social. As transformações que o individuo sofre
ao longo de seu desenvolvimento não são resultantes de agentes de natureza
sociocultural, pois esses não atuam no vazio, mas interagem com condições
relativas ao homem como ser corpóreo e psíquico. A formação de saberes éticos
se da em um espaço onde se cruzam em uma interação dinâmica e impossível de ser
fragmentados na realidade concreta, aspectos de crescimento e desenvolvimento,
que possuem certa universalidade, e aspectos culturais, tais como classe
social, gênero, etnia, que possuem especificidade contextual. A construção da
identidade cultura, que em si são inseparáveis, se dá, assim, na
interdependência e na interpenetração das múltiplas realidades que constituem o
homem em seu percurso histórico.
ESTAGIOS DO DESENVOLVIMENTO DA
IDENTIDADE DO EU
As pesquisas no
âmbito da psicologia do desenvolvimento elegem como foco o pólo a subjetividade
e buscam entender como se da esse processo no sujeito cognocente, afetivo e
moral. Isso não significa, entretanto, que ignoram ou subestimam a importância
do meio sociocultural. Eliminar o pólo das influencias externas seria negar o
seu próprio pressuposto fundamental, isto é o que o individuo se desenvolve em
interação dinâmica com seu ambiente. Da mesma forma, os estudos culturais ao
privilegiar como foco de investigação aspectos de natureza sociocultural, não
podem negar que a ação do homem no mundo
é a ação de um ser total: corpóreo-espiritual. Na construção de sua identidade,
em que a subjetividade se transforma através de um processo de amadurecimento,
também participam, como produto da interação dinâmica com o meio sociocultural,
transformações relacionadas com a maturação física. Toda a critica que pertence
eliminar um dos pólos da relação é sectária e não apreende o processo em todo o
seu significado.
A reflexão sobre o conceito de desenvolvimento
moral associado a um conceito mais amplo de Identidade
do Eu e realizada por Habermas. Para ele, “O desenvolvimento da
personalidade, o qual por sua vez, é decisivo para a identidade do Eu”. O
desenvolvimento moral é, assim, visualizado sob os três aspectos: capacidade de
conhecimento, linguagem e ação. A reflexão que visualiza o desenvolvimento
moral é inserido no processo de construção da identidade, a nosso ver, integra
as dimensões sociocognitiva, motivacionais e culturais presentes nas ações
morais.
Para Habermas, o
conceito de identidade não tem apenas um caráter descritivo. Embora esse
conceito tenha relação com o desenvolvimento de processos biopsíquicos, a
identidade do Eu não é uma organização resultante de processos naturais de amadurecimento,
estando fortemente vinculada a condicionamentos culturais e sociais Identidade
do Eu indica uma organização simbólica do Eu, que faz parte dos processos
formativos em geral e que possibilita o alcance de soluções adequadas para os
problemas de interação sócia, existentes nas diferentes culturas. Para Habermas
esse conceito “indica de um sujeito capaz de linguagem e de ação para enfrentar
determinadas exigências de consciência”. Significa a continuidade do Eu no
tempo e no espaço, a capacidade dessa ser interpretada reflexivamente pelo
agente, sob a perspectiva de sua historia pessoal. Habermas destaca, nesse
processo a dimensão da linguagem, isto é, da interação linguisticamente mediada,
pois é através da linguagem que de revela de forma inteligível a compreensão de
si.
A formação da
identidade do Eu se da por mecanismos de aprendizagem, através dos quais, na
relação dialética do organismo com o meio, estruturas externas se transformam
em internas.
A formação de
uma identidade do Eu supõe valorações que se inserem em uma compreensão se si
que envolve uma apropriação de sua historia pessoal, vista então no contexto
das tradições culturais que a constituíram. Essa compreensão de si significa
não somente o modo como uma pessoa se descreve, mas também como ela desejaria
ser. O eu Idea, com valores éticos e morais incorporados ao longo de seu
desenvolvimento, constitui um componente integrante da identidade do Eu.
O
desenvolvimento da identidade do Eu se da em direção a uma crescente autonomia
o que significa que o Eu, conseguindo cada vez mais resolver problemas com
sucesso, torna-se progressivamente mais independente em relação as
determinações sócias, culturais, parcialmente interiorizadas, e aos seus
próprios impulsos. O processo de desenvolvimento moral, integrado no conceito
de identidade do Eu, abrange o conceito de consciência moral.
O processo de
construção do Eu, que abrange o processo de desenvolvimento das estruturas
gerais da capacidade de consciência, de linguagem e de ação, e a busca de equilíbrio
entre os sentimentos de cuidado e responsabilidade com os outros e o cuidado e
responsabilidade consigo própria, se caracteriza ela descentração progressiva
do próprio Eu e, pela sua delimitação em face da objetividade da natureza
externa e do mundo social.
No centro de
toda essa teoria do desenvolvimento, no âmbito da Psicologia, esta o conceito
de estagio de desenvolvimento. As teorias psicológicas cognoscitivistas e
psicanalíticas, que lidam com a questão do desenvolvimento, segundo Habermas,
“já colheram provas evidentes em favor da afirmação de que o desenvolvimento do
Eu em formação da identidade realiza-se
por estágios”. Ele distingue quatro estágios de desenvolvimento do EU, sendo:
simbiótico, egocêntrico, sociocêntrico-objetivista e universalista.
PERÍODO SIMBIÓTICO:
corresponde
ao estagio sensório-motor de Piaget, que vai do nascimento aos dois anos de
vida. Durante o primeiro ano de vida a
criança tem, com a pessoa de referência, em geral a mãe, e com o ambiente que a
cerca, uma relação tão estreita que podemos dizer que forma com o mundo
exterior uma simbiose. Por causa da indissociação do Eu e não-Eu, tudo o que é
percebido é centralizado sobre a própria atividade. Gradualmente o bebê começa
a perceber os objetivos do seu ambiente como permanentes.
PERÍODO EGOCENTRICO: coincide com o
estagio de pensamento pré-operacional de Piaget. Período sensório-motor e
estende-se até o inicio do período das operações concretas (7 a 9 anos). Embora
já seja capaz de perceber os objetos como permanentes, a criança desse período,
ainda não distingue a esfera física do social. Pensa o mundo de modo
pré-operacional, intuitivo, em que todas as coisas são ralativiziadas a partir
do Eu infantil. Na interação social, as expectativas de comportamento são
concretas e inseridas em ações singulares, ações essas vivenciadas e avaliadas
na dimensão prazer, desprazer, e suas conseqüências, em gratificações e
sanções.
PERÍODO SOCIOCÊNTRICO-OBJETIVISTA: coincide com o
período concreto-operacional de Piaget, abrange o período que vai
aproximadamente dos 7 aos 12 anos de idade e traz consigo transformações
significativas na inteligência, na consciência, na afetividade e na
socialização. No nível cognitivo, o pensamento infantil se caracteriza pela
reversibilidade das ações, pela presença de estruturas estáveis e coerentes,
por sistemas de classificação, de ordem, por conceitos de medida, causalidade,
etc. em vista do processo d3e incorporação no Eu dos papeis sociais, durante
esse estagio, a identidade natural é substituída pela identidade de papéis.
PERÍODO UNIVERSALISTA: Este período
inicia-se na adolescência,quando, gradualmente, a identidade de papel e
substituída pela identidade do Eu. Neste período, no domínio cognitivo, o
individuo torna-se capaz de realizar operações combinatórias, adquirindo
hipóteses. O pensamento hipotético muda a forma de argumentação discursiva, por
meio de hipóteses o adolescente e capaz de adotar o ponto de vista do outro e
deduzir as conseqüências lógicas que ele implica, julgando seu valor. O
processo de constituição da identidade do Eu se da na medida em que o Eu
generaliza essa capacidade de superar a velha identidade e aprende a resolver
as crises de identidade, reconquistando, em nível mais alto, o equilíbrio
perdido entre si próprio e uma realidade social visualizada, nesse momento, sob
novas perspectivas.
Conhecer as
possibilidades e os limites da formação da consciência mora, ancorada em um
processo do desenvolvimento de estruturas interna que se constroem no processo
de interação com as outras pessoas, em um determinado meio cultura, pode ajudar
o individuo a lidar melhor com os conflitos que surgem no cotidiano, caminhando
no sentido de construção de uma consciência moral pós-convencioal. Uma
consciência moral que se fundamente no diálogo para solução dos conflitos inevitáveis
que surgem na convivência humana, caminhando em direção a uma identidade do Eu
crítica e participativa.
CONCLUSAO
Cada um de nós
tem respostas próprias para esta questão e que refletem em auto esquema ou
autoconceito, uma estrutura de pensamento que temos a respeito de nos mesmos.
Esse autoconhecimento é constituído de percepções próprias sobre a nossa
identidade social e nossas qualidades pessoais a respeito do nosso
comportamento em ralação as outras pessoas é variado, podemos motivar a outra
pessoa a agir, tentar controlá-la etc. podemos agir sobre Noé mesmos e dessa
mesma forma realizar uma atividade de auto percepção, de auto comunicação, de
auto motivação e autocontrole, chamado de comportamento reflexivo. A construção
da identidade leva em conta o processo histórico.
Há um inter-jogo que combina a igualdade e a
diferença sujeito em relação a si próprio em seus diferentes personagens e as
demais que o cercam por meio do nosso nome temos a indicação singular(indicado
pelo próprio nome),e do geral( indicado pelo nome da família), o nome nos
diferencia dentro do contexto familiar e o sobrenome é o que nos inclui e nos
reconhece como membro dessa família
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