quarta-feira, 5 de junho de 2013

COMPORTAMENTO E CONDUTA



COMPORTAMENTO – UMA VISÃO PSICOLÓGICA
Segundo Todorov (1989 apud GOSCH e VANDENBERGHE, 2004), O termo comportamento tem sido utilizado em Psicologia para designar as interações organismo-ambiente. Pode-se definir o comportamento como o conjunto de procedimentos ou reações do indivíduo ao ambiente que o cerca em determinadas circunstâncias. Podendo ser um grupo de atividades ou limitar-se a uma só, o comportamento singular.  O termo tem sua origem em 1908 com Henri Piéron na França e em 1913 com John B. Watson nos Estados Unidos associado a redefinição do objecto de estudo da psicologia, isto é, se ela estudaria apenas as ações observáveis do ser humano e dos animais ou também os sentimentos e pensamentos.
A corrente da psicologia que se ocupou diretamente com o comportamento como um processo fisiológico foi o Behaviorismo ou Comportamentalismo. Outras correntes como a Cognitivista têm o seu objeto na absorção de informações e vêem novamente o comportamento separado das atividades internas do indivíduo. O comportamento é a exteriorização de atos interior. O comportamento humano, considerado a partir da ação dos componentes e constituintes psíquicos, é a conduta dos indivíduos, que se estende num imenso território de possibilidades e variações. Toda atitude e comportamento humano, sem diferenciar entre certo e errado, normal e anormal, tem sido instrumento de interesse e de análise desde os filósofos gregos, época em que tiveram início esses estudos.
Na Análise do Comportamento, essa interação é de interdependência. Não faz sentido falar de comportamento sem mencionar as circunstâncias em que ele ocorre; como não tem sentido falar em circunstâncias sem a especificação do comportamento que circunstanciam. Segundo Todorov (1989 apud GOSCH e VANDENBERGHE, 2004), a partir dessa compreensão, a Análise do Comportamento utiliza a noção de contingência e de relação funcional para descrever as leis que regem as interações organismo-ambiente. Uma questão discutida por analistas do comportamento é o nível da interação organismo ambiente relevante para a análise. Na proposta original de Skinner, a uma ciência do comportamento cabe o estudo de relações do organismo como um todo, com eventos que lhe são externos. Há também questões relacionadas ao comportamento que são pertinentes como: o que pode ser chamado de estímulo antecedente? Como definir resposta? Todorov (1989 apud GOSCH E VANDENBERGHE, 2004).
A Análise Aplicada do Comportamento caracteriza-se pela intervenção nas contingências do ambiente natural onde o problema ocorre. Essa intervenção pode ser direta, quando o analista tem controle sobre as contingências relevantes, como no caso de pacientes internados, ou indireto, por exemplo, através do treino de pais ou outros responsáveis que podem colaborar como mediadores do programa de intervenção. Essa modificação das contingências do cotidiano do cliente distingue a Análise Aplicada do Comportamento das abordagens psicoterápicas que se limitam basicamente ao que aconteça no consultório. Kohlenberg, Bolling, Kanter e Parker (2002 apud TOURINHO, 2003).
Em relação aos diversos tipos de comportamento, existem os considerados normais e psicopatológicos. Certos comportamentos como mentir e matar aula, podem ser observados no curso do desenvolvimento normal de crianças e adolescentes. Para diferenciar normalidade de psicopatologia, é importante verificar se esses comportamentos ocorrem esporadicamente e de modo isolado ou se constituem síndromes, representando um desvio do padrão de comportamento esperado para pessoas da mesma idade e sexo em determinada cultura.

CONDUTA: uma visão geral

A forma como os homens se comportam na sua vida e nas suas ações, pode ser definida como conduta. De certa forma conduta é um termo usado como sinônimo de comportamento. Conceituando de uma maneira generalizada, conduta refere-se às ações das pessoas em relação ao seu contexto sócio-cultural. Pode-se dizer que a conduta é o conjunto de comportamentos observáveis numa pessoa.
No campo da psicologia, o conceito se aplica relativamente a animais dotados de um sistema cognitivo suficientemente complexo. Nas ciências sociais, por outro lado, a conduta inclui aspectos genéticos, culturais, sociológicos e econômicos, para além dos aspectos psicológicos.
É válido ressaltar que a conduta humana é considerada formal quando o comportamento do sujeito respeita uma série de regras valiosas numa sociedade ou comunidade. Para os países ocidentais, a conduta formal requer seriedade, pontualidade, determinação e precisão, por exemplo.
Segundo autores relatam, as experiências psicológicas e as condutas sociais das pessoas estão relacionadas, de maneira recíproca, com os processos biológicos que permitiram avanços importantes no campo da Psicologia da saúde nos últimos vinte e cinco anos, estimulando inovações no seu delineamento e a implementação de programas de promoção para a saúde. A compreensão dessas condutas requer considerar que os jovens e a sociedade sempre viveram conflitos associados a condutas desviantes. Nestes episódios, freqüentemente curtos e passageiros, que tem lugar o despertar de uma consciência social e moral, ainda pouco organizada. Considerar que um jovem apresenta condutas anti-sociais e delitivas é fazer referência ao seu comportamento transgressor como uma tendência generalizada desta fase evolutiva à quebra de normas.
Jéssica Etapechusck
Vera Lúcia Agostini
Acadêmicas do curso de Psicologia da FAMA (Faculdade da Amazônia) – Vilhena/RO

Referências Bibliográficas
TOURINHO, Emmanuel Z. A produção de Conhecimento em Psicologia: a análise do comportamento. Psicol. cienc. prof. v.23 n.2 Brasília jun. 2003. Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1414-98932003000200006&script=sci_arttex>t
GOSCH, Cristiane S.; VANDENBERGHE, Luc. Análise do comportamento e a relação terapeuta-criança no tratamento de um padrão desafiador-agressivo.  Rev. bras. ter. comport. cogn. vol.6 no.2 São Paulo dez. 2004. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1517-55452004000200004&script=sci_arttext>
OFFORD, David R.; BORDIN, Isabel A.S. Transtorno da Conduta e Comportamento anti-social. Portal Educação – Cursos Online. Disponível em: <http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/6433/transtorno-da-conduta-e-comportamento-anti-social#ixzz2SFSbS9W7>
FORMIGA, Nilton S. Condutas anti-sociais e delitivas e relações familiares em duas áreas urbanas na  cidade de Palmas-TO. Aletheia  n.22 Canoas dez. 2005. Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1413-03942005000200006&script=sci_arttext>
CASTRO, Elisa K. Psicologia pediátrica: a atenção à criança e ao adolescente com problemas de saúde. Psicol. cienc. prof. v.27 n.3 Brasília set. 2007. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1414-98932007000300003&script=sci_arttext

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O que é PSICOLOGIA CLÍNICA?

 
          Dentre as áreas da ciência psicológica o fazer mais conhecido pelo senso comum é a psicologia clínica, muitos ainda associam a imagem do psicólogo somente ao modelo tradicional de terapeuta, clínico, aquele que escuta e faz pontuações. Portanto, alguns conceitos são pertinentes à prática clinica, bem como à escuta, a subjetividade, o sofrimento psíquico, aceitação incondicional, o comportamento.
A clínica em psicologia é um espaço criado para atender o outro em sua singularidade, ouvi-lo, orientá-lo, apontar caminhos a fim de proporcionar alívio emocional, autoconhecimento, ajustamento criativo, etc. O psicólogo é esse profissional mediador que propicia o encontro do sujeito consigo mesmo a partir da fala.
A partir dos estudos, é possível dizer o que é a psicologia clínica, o que ela abrange e como faz o seu trabalho. No entanto, sabe-se muito pouco sobre aquilo que ela não é; assim torna-se um assunto mais delicado tendo em vista o grande número de posturas metodológicas frente ao objeto de estudo que se encontra em interminável oposição.
É oportuno esclarecer que toda a amplitude do fazer clínica está direcionada a atender às diversas demandas, bem como crianças, adolescentes, adultos, idosos, visando ajudar na recuperação do sujeito em sofrimento psíquico, na reestruturação de seu bem estar biopsicossocial e, sobretudo, na promoção da saúde.

Origens da Psicologia Clínica

A história da psicologia clínica remonta desde o final do século XIX, o termo psicologia clínica foi usado pela primeira vez pelo americano Lightner Witmer. Ele fundou a primeira clínica de psicologia na Universidade da Pensilvânia nos Estados Unidos em que eram tratadas algumas crianças com queixas escolares.
Para MOREIRA (2007) a clínica psicológica tem suas raízes no modelo médico, no qual, ou seja, cabe ao profissional observar e compreender para, posteriormente, intervir, isto é, remediar, tratar, curar. Tratava-se, portanto, de uma prática higienista. Dessa maneira, a clínica psicológica esteve, por um bom tempo, distante das questões sociais.
De acordo com TEIXEIRA (2007) de início a clínica psicológica caracterizou-se por um sistema de atenção voltada ao indivíduo, esse atendimento esteve vinculado ao modelo médico, sobretudo na década de 30 com a evolução do psicodiagnóstico. Segundo o autor a concepção clássica de psicologia clínica afirma ser esta uma disciplina que tem como preocupação o ajustamento psicológico do indivíduo e como princípios o psicodiagnóstico, a terapia individual ou grupal exercida de forma autônoma em consultório particular sob o enfoque intra-individual com ênfase nos processos psicológicos e centrado numa relação dual na qual o indivíduo é percebido como alguém a-histórico e abstrato.
Nessa época existia uma preocupação em caracterizar o sujeito, uma espécie de rotulação, o que era necessário apontar algum tipo de patologia no individuo. Nesse sentido, aspectos como a história de vida, a escuta qualificada e outras técnicas não eram levadas em consideração.

O que é Psicologia Clínica?

A psicologia clínica é a parte da psicologia que se ocupa em estudar transtornos mentais e suas manifestações psíquicas. Essa área inclui (prevenção, promoção, psicoterapia, aconselhamento, avaliação, diagnóstico, encaminhamentos, dentre outros).
"Entendemos que a psicologia clínica se distingue das demais áreas psicológicas muito mais por uma maneira de pensar e atuar, do que pelos problemas que trata. O comportamento, a personalidade, as normas de ação e seus desvios, as relações interpessoais, os processos grupais, evolutivos e de aprendizagem, são objeto de estudo não só de muitos campos da psicologia como também das ciências humanas em geral" (MACEDO, 1984, p.8).
A psicologia clínica deve considerar-se uma atividade prática e em simultâneo, um conjunto de teorias e métodos. Pode ser definida como a sub-disciplina da psicologia que tem como objetivo o estudo, a avaliação, o diagnóstico, a ajuda e o tratamento do sofrimento psíquico, qualquer que seja a causa subjacente (BRITO, 2008).
Habitualmente, o que diferencia a psicologia clínica das outras áreas de atuação do psicólogo, é, sobretudo, por ser uma prática que consiste numa observação individual e singular: a escuta clínica. É um o espaço em que o paciente\cliente se apoia para expressar seus conflitos, medos, inquietações e sofrimentos a fim de buscar alívio emocional.

Clínica Atual

A configuração contemporânea trouxe um lugar para a Psicologia Clínica, um lugar em que o psicólogo se coloca numa postura de escuta do excluído, daquele que não tem um direcionamento efetivo e que procura o auxílio desse profissional.
A psicoterapia constitui-se em uma técnica moderna, em que o desvelamento se dá ao modo do desafio. Então, o eu do homem também é tomado como um recurso a ser explorado, no sentido de tornar-se produtivo, bem-sucedido, feliz para sempre. Neste aspecto, a psicoterapia pauta-se numa perspectiva positivista, romântica, subjetivista, que consiste na organização de técnicas e estratégias cujos resultados visam à produtividade, à adequação com a exigência da publicidade, do impessoal, ao desenvolvimento no sentido do socialmente aprovável. A psicoterapia, deste modo, pauta-se na extração dos recursos de que o homem dispõe para atingir o sucesso socialmente determinado como tal, e é estruturada como utilidade prática (FEIJOO, 2004, p.12).
O que se define como psicologia clínica na atualidade está vinculada a sua história e surgimento, porém, com algumas especificidades. No que tange à compreensão dos problemas do homem, do seu bem-estar, busca-se uma não patologização, pautando-se em um acolhimento e escuta ativos para bem ajudar o outro que se encontra em sofrimento psíquico através de um processo psicoterapêutico.
As psicoterapias foram criadas para todos os indivíduos que sofrem de algum distúrbio ou mal-estar que desejam corrigir, entretanto, estas também visam o aprimoramento pessoal e autoconhecimento, ainda que não sofram de distúrbios manifestos (RAMADAM,1987).

O Psicólogo Clínico

Sabe-se que a psicologia clínica é uma especialidade da ciência psicológica, esse profissional está habilitado para realizar atendimentos ou psicoterapias, ficando livre para o psicólogo optar por uma abordagem teórica que irá embasar e nortear a sua prática.
De acordo com Marques (1994) a identidade do psicólogo clínico, define-se pelo domínio de teorias, métodos compatíveis entre si, cujo objetivo é tentar atingir a “verdade” psicológica do sujeito observado para se poder direta ou indiretamente encetar um processo de intervenção.
O psicólogo clínico está apto a realizar atendimentos com diversas demandas e faixas etárias, bem como atendimentos voltados à crianças, adolescentes, adultos, idosos, famílias. Assim, os seguintes atendimentos podem acontecer tanto a nível individual quanto grupal, como o objetivo de auxiliar os sujeitos a se conhecerem melhor e a lidar de forma mais assertiva com seus conflitos e tomada de decisões.
O principal do trabalho desse profissional é esclarecer aquilo que caracteriza o ser psicológico. Nesse ponto, é necessário ter um bom embasamento teórico-clínico que confira sentido ao que é observado, bem como um conjunto de métodos estratégicos para bem conduzir o processo terapêutico e ajudar na resolução dos problemas.

Considerações Finais

As discussões empreendidas nesse artigo, baseadas na análise bibliográfica acerca do que se configura a psicologia clínica, dão subsídios para o entendimento da origem dessa área de conhecimento, bem como traça um caminho para sua construção e reconhecimento social, explicita a configuração da clínica atual e o fazer do psicólogo clinico. Nesse aspecto, esse conhecimento demonstra grande relevância tendo em vista que a clínica é o primeiro grande reconhecimento que respalda a profissão de psicólogo, logo, esse saber necessita ainda de uma disseminação mais aprofundada para então prestar esclarecimentos e desmistificar assuntos pertinentes a essa área que cada vez mais se amplia e ganha notável importância na sociedade. Portanto, esse trabalho objetiva contribuir para a construção da pirâmide que embasa o conhecimento sobre a psicologia e suas especificidades.


Fonte: http://artigos.psicologado.com/atuacao/psicologia-clinica/o-que-e-psicologia-clinica#ixzz2Q6EIj5PT
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Continuar a Relação por Pena faz Mal para Você e Tambem para Seu Par.

 
                        A advogada mineira Juliana*, de 28 anos, namorava um colega de faculdade há três anos quando percebeu que a paixão havia acabado. A vontade de curtir com as amigas era cada vez maior e o grude do namorado, antes bem-vindo, passou a ser sufocante. "Parecia que a gente era um só: ele usava o meu e-mail para mandar e receber os artigos que precisava e ainda ia para a minha casa no fim de semana para estudar porque, lógico, estava tudo salvo no meu computador". Ela estava decidida a terminar, mas havia um problema.

O namorado estava prestes a enfrentar uma banca difícil para a apresentação do trabalho final da graduação. "Ele estava quase surtando de medo", conta a advogada. "E, como os arquivos dele estavam salvos na minha máquina, essa parte prática também me assustava: como é que eu ia deixar o menino sem namorada, sem e-mail e sem computador?", perguntava-se. Juliana resolveu segurar a onda. "Monografia apresentada, achei que seria mais fácil, que ele perceberia que o namoro era morno", diz. Mas isso não aconteceu. Depois da formatura vieram uma prova de mestrado, duas trocas de emprego "E eu esperando o momento certo", conta Juliana. Até que, após dez meses de adiamento, ela terminou tudo quando faltavam três semanas para ele fazer a segunda prova de mestrado ?na primeira, ele não havia passado. Pode parecer cruel, mas a atitude de Juliana é, em muitos casos, a mais aconselhada pelos especialistas. "Em um relacionamento por pena, você fica sem vontade e não oferece ao outro o carinho que ele merece. O resultado a médio prazo é mais dolorido", afirma Ailton Amélio, psicólogo da USP e autor de um blog sobre relacionamentos no UOL.
O psicólogo da PUC-SP Antônio Carlos Pereira lembra que a dor é tão parte do namoro quanto o prazer. Para ele, tudo bem esperar o momento crítico passar e adiar um pouco um término. Um pouco. "A pessoa pode até pensar: ?não vou estragar a festa'. Mas depois da festa tem que falar", diz. Ele ressalta que, para fazer o outro feliz, é preciso pensar também na própria satisfação. "Se o namoro não está bom, é ruim para você e para o parceiro".
Para dar certo no final É natural não querer fazer mal a alguém de quem se gosta ?a paixão acabou mas aquela pessoa não deixa de ser querida ou não merece consideração. "Um mínimo de respeito, compaixão e preocupação é importante. Afinal, aquela relação durou até ali", diz Rosa Macedo, psicóloga da PUC-SP. A questão é encontrar a melhor maneira de terminar um relacionamento que se mantém por dó ou por simples cuidado com quem você já amou. A estudante de direito Laura*, de 22 anos, precisou viajar para conseguir terminar com um colega que namorava há um ano e dois meses. Ela arrastou o relacionamento por sete meses, porque sempre que tentava se afastar, o "ex" entrava em desespero. "Em uma das vezes, ele ameaçou se jogar do carro. Na outra, começou a bater a cabeça na parede", conta.
Quando precisou ficar duas semanas afastada e praticamente incomunicável, a estudante tomou coragem. O namorado chorou muito, mas finalmente procurou ajuda psicológica. Hoje, os dois estão em outros relacionamentos. "Adiar nem sempre é bom para o parceiro. Muita gente não termina e acaba empatando a vida da outra pessoa", diz Ailton Amélio.
A estratégia da estudante de psicologia Flávia*, de 25 anos, foi dar ao namorado sinais de que a relação não ia bem. "Comecei a ficar mais calada e a reduzir o tempo que ficávamos juntos. Por exemplo, ele vinha passar o fim de semana na minha casa e eu tirava o sábado para visitar uma amiga", relata. A estudante decidiu segurar o relacionamento porque, quando foi terminar o namoro de quase dois anos, ficou sabendo que o irmão do namorado havia sido preso. "Não quis deixá-lo sozinho, eu sabia que ele contava com meu apoio. A família dele era muito desestruturada", conta. A ideia dela era ficar ao lado do namorado até que a situação do irmão se resolvesse. Cinco meses depois, porém, nada havia mudado e ela havia chegado ao limite. Resolveu terminar. "Foi horrível. Ele ameaçou se matar", conta. Flávia voltou atrás na hora mas, na manhã seguinte, confirmou o rompimento.O namorado foi embora transtornado, porém não cumpriu a ameaça que havia feito. "Em algumas situações, há um pouco de manipulação do parceiro", afirma Antônio Carlos. "Que relacionamento é esse que o namorado ameaça suicídio em caso de rompimento?", questiona. Para Ailton Amélio, o drama do término também pode ser um pouco de fantasia de quem quer por um ponto final na relação. "As pessoas exageram no que se imagina que vai ser o sofrimento do outro", diz.
Às vezes, é bom esperar Para aqueles que se deparam com o sofrimento do parceiro pela perda de um ente querido, por exemplo, é recomendável esperar. "É preciso dar um tempo antes do rompimento, para a pessoa digerir um pouco o que aconteceu", diz Antônio Carlos. O cuidado aqui é não deixar esse período se estender demais. Após alguns meses, a pessoa já estará pronta para lidar com o término. "Só que tem que ser feito de forma pensada, não pode ser impulsivo", diz o psicólogo. De acordo com ele, o momento certo é quando o parceiro se mostra capaz de conversar sobre outros assuntos que não aquela perda. "Vai ser dolorido? Sem dúvida. Mas é melhor ser sincero do que alimentar uma ilusão", afirma Antônio Carlos. "O outro sobrevive, às vezes, até melhor. O sofrimento faz parte do aprendizado", completa. O "ex" de Juliana, do início da matéria, passou na segunda prova do mestrado. "Hoje, ele é bem sucedido e noivo de outra menina. Ou seja, não causei nenhum dano irreparável como eu imaginava na época", diz a advogada. * Os sobrenomes não foram revelados a pedido das entrevistadas.


Fonte: http://noticias.psicologado.com/comportamento/continuar-uma-relacao-por-pena-faz-mal-para-voce-e-tambem-para-seu-par#ixzz2Q6CFHGJO
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quarta-feira, 3 de abril de 2013

BREVE DOCUMENTARIO SOBRE FREUD "O PAI DA PSICANALISE"


video sobre ALIENAÇÃO PARENTAL


Carl Jung


 

Carl Gustav Jung nasceu em 1875, na Suíça. Religiosa, sua família influenciou bastante na psicologia que seria desenvolvida pelo psicólogo, e também levando Carl a procurar leituras sobre filosofia e religião desde cedo.

Entrou na universidade de Medicina e já nesse tempo começou a se interessar pelos fenômenos psíquicos. Foi em 1900 que Jung passou a ser interno na Clínica Psiquiátrica Bugholzli, localizada em Zurique.

Quatro anos depois, já tinha montado um laboratório experimental, onde surgiu o seu famoso teste para o diagnóstico psiquiátrico de associação de palavras, reestruturado e usado por inúmeros profissionais.

A partir daí, Jung foi criando uma boa reputação no meio, exemplo disso foi o convite para a cátedra de professor de psiquiatria na Universidade de Zurique, em 1905.

E é exatamente nessa época que se inicia o contato entre Jung e Freud. Ambos dividiam idéias e objetivos, de tal forma que se tornou inevitável a aproximação e relação de colaboração que os dois passaram a estabelecer.

Porém, a colaboração dos dois chegou ao fim, com Jung de um lado, sem aceitar potente influência que Freud atribuía aos traumas sexuais e Freud, por outro lado, sem admitir os fenômenos espirituais - usados por Jung - como fontes de estudo.

E assim cada um seguiu seu caminho. Jung destacou-se no uso das técnicas de estudos de desenhos e sonhos, ou seja, o estudo do inconsciente humano.

Seus estudos viraram livro, "A Psicologia do Inconsciente", publicado em 1917. Tendo publicado dezenas de outros estudos e trabalhos, Jung escreveu, aos 80 anos, um livro de memórias, aclamado pela crítica especializada.

O pai da psicologia analítica morreu em 1961, em Zurique, mas o seu legado permanece até hoje, influenciando campos do conhecimento como antropologia, sociologia e, claro, a psicologia.

o que é NARCISISMO ?



COM BASES NAS RESSONÂNCIAS DESSE TERMO, FREUD DESENVOLVEU UM DOS CONCEITOS MAIS IMPORTANTES DE SUA TEORIA.

Muitas vezes a palavra “narcisismo” é utilizada no senso comum de maneira pejorativa, para designar um excesso de apreço por si mesmo. Para a psicanálise, trata se de um aspecto fundamental para a constituição do sujeito. Um tanto de amor por si é necessário para confirmar e sustentar a autoestima, mas o exagero é sinal de fixação numa identificação vivida na infância. 

 

A ilusão infantil de que o mundo gira ao nosso redor é decisiva nessa fase, mas para o desenvolvimento saudável é necessário que se dissipe, conforme deparamos com frustrações e descobrimos que não ser o centro do universo tem suas vantagens. Afinal, ser “tudo” para alguém (como acreditamos, ainda bem pequenos, ser para nossa mãe) é um fardo pesado demais para qualquer pessoa. Alguns, no entanto, se iludem com o fascínio do papel e passam sua vida almejando o modelo inatingível de perfeição. 

 

Diz o mito grego que Narciso era uma criança tão linda e admirada que sua mãe, Liríope, preocupada com esse excesso, levou-o até o sábio Tirésias. Ele lhe disse que o menino só teria uma vida longa se jamais visse a própria imagem. Por muito tempo essas palavras pareceram destituídas de sentido, mas os acontecimentos que se desenrolaram mostraram seu acerto. Na adolescência, Narciso era um jovem belíssimo, mas muito soberbo. Ao passear certo dia pelo campo, a jovem Eco o viu e se apaixonou por ele, mas o rapaz a repeliu. Um dia, cansado, Narciso dirigiu-se a uma fonte de águas límpidas. Eis então que a profecia se realiza: ao ver-se refletido no espelho das águas, enlouqueceu de amor pelo próprio reflexo. Embevecido, não tinha olhos nem ouvidos para mais nada: não comia ou dormia. Em vão, Eco suplicava seu olhar. Mas Narciso só olhava para si. Apaixonado, ensimesmado, busca para aplacar sua dor um outro que, sendo ele mesmo, não lhe responde. Realiza-se, então, seu destino: mergulha no espelho e desaparece no encontro impossível.

 

Sem a possibilidade de reconhecimento do que é a própria imagem e do que é o outro, o corpo de Narciso tornou-se pura miragem e desfez-se nas águas... E Eco, que só a Narciso perseguia, só por ele clamava, só nele vivia, petrificou-se e perdeu o poder de sua própria palavra. Narciso não cria laços; não partilha seu encanto. Perde-se na imagem de si. Eco também se perde e, no desencontro, entrega-se à repetição compulsiva, sem poder se separar da miragem idealizada. 

 

Com base nas ressonâncias desse mito, Freud desenvolverá um dos conceitos mais importantes de sua teoria – o narcisismo. Mencionado pela primeira vez em seus escritos em 1909, é apresentado como uma fase própria do desenvolvimento humano, quando se realiza a passagem do autoerotismo, do prazer centrado no próprio corpo, para o reconhecimento e a busca do amor em outros objetos – diferentes de si. Passagem importante e cheia de inquietações já que implica a saída da gratificação por aquilo que é efeito apenas da própria imagem – “Narciso só reconhece o que é espelho” – para a realização de uma das conquistas mais importantes da cultura: a possibilidade de viver, aceitar e trabalhar com a alteridade e, portanto, com as diferenças. 

 

Freud aborda explicitamente esse conceito – efeito do confronto vivido por ele mesmo ao deparar com argumentos de Adler e Jung, que questionavam suas teorias acerca do lugar ocupado pela sexualidade na constituição da subjetividade e na compreensão das patologias. A legitimidade do conceito justificou-se a partir da experiência freudiana com a clínica, naquilo que reconheceu como resistência dos pacientes em abandonar suas posições amorosas, nas manifestações da onipotência infantil e do pensamento mágico, nas doenças orgânicas e na hipocondria – quando toda a libido se volta para o corpo doente – e nos delírios de grandeza das psicoses. Em O mal-estar na civilização, de 1930, Freud diz que um dos grandes obstáculos do homem em sua busca pela felicidade, e que lhe traz maiores dificuldades, é o sofrimento resultante das relações humanas, pois elas nos colocam em confronto com aquilo que, não sendo espelho, nos solicita novos posicionamentos. 

 

Toda criança, ao nascer, é banhada por vários olhares e desejos. Quando se contemplar no espelho, não verá o simples reflexo físico de uma imagem, mas tudo o que esses olhares depositaram no seu corpo. É um momento fulgurante de “sua majestade, o bebê!”. Júbilo para a criança e para os pais, que vêem renascer das cinzas sua própria imagem idealizada e todos os seus anseios irrealizados. Instante de narcisismo primário – constitutivo e alienante. O bebê será um herói, vencerá todos os perigos; trata-se de um momento necessário, mas cheio de riscos. Se não ocorre, a imagem de si pode não se constituir, pode se fragilizar, parecendo insuficiente. Se for excessivo, torna-se aprisionante, comprometendo o futuro, a possibilidade de construção de projetos e os ideais. 

 

Se tudo correr bem, a criança se desligará desse olhar primordial e escapará do destino fatal de Narciso – embeber-se, afogado, na tentativa de perpetuar o encontro com a imagem que as águas lhe devolviam. Os desdobramentos do narcisismo são de fundamental importância para a análise do mundo em que vivemos. A valorização da imagem e do sucesso a qualquer custo reduz a tolerância das mínimas divergências – o que Freud chamou de narcisismo das pequenas diferenças – e acirra os conflitos, seja nas pequenas discordâncias do cotidiano ou nos grandes conflitos bélicos. Se o outro não me satisfaz, se não é espelho daquilo que almejo, se tenta opor se às minhas vontades e ameaça minha autoestima, eu o aniquilo. O terreno é propício para preconceitos, fanatismos e violência. 

 

A tragédia vivida por Narciso não nos abandona. Deixa sempre restos que nos fazem seguir pela vida tentando reencontrar o olhar mágico que nos enlevava e nos dizia tudo que éramos. Busca incessante de certezas, de entrega passiva às ilusões...

quarta-feira, 20 de março de 2013

breve resumo ALIENAÇÃO PARENTAL

 

                                  

                 A alienação parental é mais comum do que muita gente imagina, e acontece normalmente quando o pai ou a mãe, já separados, incitam o filho ao ódio do outro.
 



 
No meio disso, é entendido como alienação dificultar o contato da criança com o outro genitor, omitir informações relevantes sobre ela e, claro, realizar aquela famosa campanha de desqualificação do ex.

“A alienação parental é uma forma de abuso emocional, que pode causar distúrbios psicológicos capazes de afetar a criança pelo resto da vida, como depressão crônica, transtornos de identidade, sentimento incontrolável de culpa, comportamento hostil e dupla personalidade”, explica o deputado federal Régis de Oliveira (PSC-SP).
É dele o projeto de Lei 4053/08, que regulamenta a síndrome de alienação parental e estabelece punições para essa conduta, que vão de advertência e multa até a perda da guarda da criança. Com a lei, pais e mães que mentem, caluniam e tramam, com o objetivo de afastar o filho do ex-parceiro, serão penalizados. “Até agora não existia legislação para amparar as vítimas de alienação parental. Acredito que, com o projeto, quem programar o filho a odiar ficará constrangido e acuado”, avalia.
A prática desses atos, segundo a proposta do deputado, fere o direito fundamental da criança ao convívio familiar saudável, constitui abuso moral e representa o descumprimento dos deveres inerentes ao poder familiar.
De acordo com o projeto de Régis, após a denúncia de alienação parental, a Justiça determinará que uma equipe multidisciplinar, formada por educadores, psicólogos, familiares, testemunhas e a própria criança ou adolescentes, seja ouvida. O laudo deverá terá de ser entregue em até 90 dias e, se comprovada, a pena máxima será a perda da guarda. O juiz pode ainda alterar o regime de visitas e até suspender o poder familiar.

 

“Hoje o código civil disciplina a proteção aos filhos de forma genérica. A proposta é criar instrumentos legais normativos para que o juiz possa tratar desse tipo de lesão”, explica Régis. A ideia de encabeçar o projeto veio depois que associações de pais e o próprio Instituto Brasileiro de Direito de Família lhe apresentou a proposta inicial, no ano passado. “Isso significa que ele nasceu da real necessidade das pessoas”.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Influencia do forró



 

As psicólogas Karine Suelanne Silva de Lima, Natália Nobre e Darliana Torres apresentaram no dia 28 de setembro, na casa de Antonio Conselheiro, na 20ª edição do Papo Cultural o artigo: “A influência do forró na formação da identidade e sexualidade dos adolescentes do sertão central”, publicado na primeira edição da Revista Expressão Católica, da Faculdade Católica Rainha do Sertão- Quixadá-CE, onde as recém graduadas concluíram o curso de psicologia.

Inicialmente Neto Camorim, que estava coordenando o evento, fez uma breve apresentação das convidadas e logo em seguida cada uma teve 15 minutos para falar sobre a realização da pesquisa que resultou no artigo apresentado.

Segundo as psicólogas, a grande maioria dos adolescentes entrevistados não associa a letra das musicas de forró da atualidade como algo que desvalorize ou descaracterize o seu corpo.

Principalmente o sexo feminino, foco maior do trabalho, não faz essa associação. “É como se o que a música apresenta na sua letra fosse algo desconectado de sua vida. A maioria não faz nenhuma reflexão sobre a importância da sexualidade e da identidade. É encarado mais coma uma diversão no grupo. Poucos fazem uma autocrítica da mensagem que as músicas transmitem”. Destacou Karine Suelanne.

Para Darliana Torres e Natália Nobre que fizeram os comentários das entrevistas realizadas durante a elaboração do artigo, a maioria dos adolescentes tem pouco conhecimento sobre sexualidade. Associam apenas ao ato sexual. Algo lamentável, frisaram as psicólogas.

Após a exposição do tema, o público presente constituído, na maioria por alunos de ensino médio do Liceu de Quixeramobim, e alguns professores, fizeram comentários e questionamentos sobre a importância desse tema. “Assunto como esse deveria ser discutido nas escolas e nas famílias, pois muito contribuiria na formação dos jovens e adolescentes a receberem formação adequada sobre sexualidade e como a música pode contribuir para se fazer uma reflexão sobre o tema”. Ressaltou a professora Maria do Carmo Enéas (Kaká).

Concluído o debate, Neto Camorim agradeceu as convidadas pela disponibilidade em participar do Papo cultural e falou da possibilidade delas ampliarem o estudo do tema e venderem a idéia para as escolas dos municípios do sertão central. Destacou também que seria importante aprofundar a pesquisa que foi feita, numa tentativa de um trabalho de mestrado, quem sabe. O assunto é pertinente.

Ao final, entregou a cada uma das convidadas uma menção honrosa ofertada pela ONG. Iphanaq pela participação na 20ª edição do projeto Papo Cultural.

O projeto Papo Cultural é uma conversa com personalidades que contribuem com seu trabalho, seus conhecimentos e seus saberes diversos, para a difusão do patrimônio histórico e desenvolvimento cultural de nosso município.


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